Ministro prevê ano difícil

O Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, diz que 2016 será um ano em que o brasileiro terá de lutar muito para superar os problemas que vão surgir

Economia & Negócios Cidades Política Em 18/12/2015 18:36:16

Redação

 

O Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, diz que 2016 será um ano em que o brasileiro terá de lutar muito para superar os problemas que vão surgir e anunciou que só há uma solução: a governança responsável e legal.

A manifestação do Ministro ocorreu durante a realização do Seminário de Gestão Pública, promovido pelo Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), na última segunda-feira (14/12), em Mogi das Cruzes. Além do Ministro Nardes foram palestrantes no evento que reuniu mais de 400 pessoas, o conselheiro Dimas Ramalho, presidente eleito do Tribunal de Contas do Estado, o secretário estadual da fazenda, Renato Villela e diversos advogados especializados em gestão pública. 

Para o Ministro Augusto Nardes a situação brasileira decorre da falta de gestão em todos os níveis de governo. – Governança é a palavra chave, diz ele ao explicar que governança é o trabalho conjunto de todos os poderes integrados de forma transparente. “O grande problema da nação é a falta de diálogo especialmente entre executivo, legislativo e agora com o judiciário”.

Augusto Nardes compara o Brasil a um barco com a bússola quebrada ou trincada e que navega sem direção. Segundo ele nessas condições os investidores param de investir e como consequencia cresce o desemprego e a geração de conflitos sociais com a marginalização de muitas pessoas que estão sem oportunidade de trabalho. - Esse que é o grande dilema. Pior que o desemprego é a guerra social e nós passamos a viver essa guerra social, temos de tomar o direcionamento do país e para isso o Congresso tem de agir. O Tribunal já fez a sua parte que é julgar as contas, agora o Congresso tem de fazer a dele.

Em sua palestra Nardes contou que, no ano passado, alertou a Presidente Dilma de que não estavam contabilizados 2,3 trilhões da previdência e que, nas contas públicas havia um déficil de 106 bilhões. – Mas, infelizmente não houve providencias. Faltou transparência em 2014 e agora está confirmado, não só pelo Tribunal de Contas, mas por técnicos da Fazenda. A prova disso é a proposta orçamentária enviada pelo governo com um déficit de mais de 120 bilhões para 2016. Quem vai pagar essa conta é o cidadão.

Durante todo o dia os palestrantes abordaram temas voltados às áreas jurídicas, financeiras e comunicacionais, com destaque para a questão da avaliação das prestações de contas, quando o Conselheiro Dimas Ramalho, eleito presidente do Tribunal de Contas do Estado, anunciou que vai “mandar prender e cassar todos que não agirem com a devida transparência em sua gestão”. No público prefeitos, vereadores, secretários e servidores de 44 município integrantes do Condemat.

O prefeito Pe. Gabriel Bina participou do seminário ao lado de secretários municipais Dra. Maricélia dos Santos, de Gabinete; Eraldo Sousa, de Governo e Administração; Dra. Siberi Machado, de Assuntos Jurídicos; Carlos Alberto Lopes, de Finanças; Sandra Igarasi Barbosa, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agropecuário e Planejamento, Obras, Urbanismo e Habitação; João de Deus, da Saúde e Josué Ferreira, da Cultura, além de outros servidores que atuam em áreas discutidas no encontro.

Para o Prefeito de Santa Isabel a participação de sua equipe administrativa e técnica é fundamental para a manutenção do conceito que o município adquiriu junto ao Ministério Público Federal ao ser classificado em 13º lugar em transparência no estado de São Paulo. – A ferramenta para evitar nos municípios o que hoje ocorre no Brasil é a transparência, é a gestão, diz ele acrescentando que “conhecer os pormenores das Leis nos resguarda de erros que possam levar a ilegalidade”.