Medo de acidentes mobiliza pais do Mirante

Infiltração, rachaduras e telhas quebradas são alguns dos problemas da Escola Municipal Pe Geraldo Montibeller. Secretário de Obras se contradiz ao conversar com os pais

Educação Em 14/02/2020 23:21:12

Por Érica Alcântara

A Secretaria de Educação de Arujá informou na quarta-feira, 12/02, que iniciará em março deste ano a reforma das unidades de ensino: EMEIA IV, CMEI Prof. Eunice de Moraes Cajueiro, Padre Geraldo Montibeller e Zilda Arns Neumann. “Mas precisamos de uma garantia que nossos filhos estão seguros hoje, agora!”, disseram os pais reunidos na porta da escola do Bairro Mirante.

O medo dos pais é que as rachaduras no prédio e no muro da escola representam que o imóvel está cedendo junto com o terreno, e a eminência de um desmoronamento signifique o comprometimento da segurança e um risco a vida das 405 crianças matriculadas nesta escola. “Parte das salas não é utilizada, porque está sobre o barranco no trecho onde as rachaduras são mais evidentes”, contam os pais.

Secretário de Obras se contradiz 

O secretário de obras, Ciro Dói, surpreendeu a todos quando, ao ser questionado sobre promessas não cumpridas de reforma na escola Pe. Geraldo Montibeller, desligou a ligação na cara dos pais e da vereadora Ana Poli, parlamentar que estava intermediando um diálogo entre a comunidade e a prefeitura.

Ciro foi previamente avisado pela Vereadora que a ligação estava no “viva voz” e que ele poderia, abertamente, esclarecer para os pais quando a reforma da unidade começará. Primeiro Ciro disse que estava naquele exato momento, quinta-feira – 13/02, 14h30, assinando o contrato com a empresa vencedora da licitação referente as obras nas escolas. 

Ana Poli perguntou qual data constava no contrato para o início das obras. “Dia 13 de fevereiro”, disse Ciro. “Mas dia 13 é hoje”, respondeu a Vereadora.

A voz de Ciro, notoriamente transpareceu um constrangimento e, ao perceber que havia se enrolado, passou a reforçar que a obra é de responsabilidade da secretaria da Educação. “A obra deve começar na segunda-feira, mas tem que falar com a Priscila”, repetia.

Os pais insistiram perguntando ao secretário de Obras se, com base em sua análise técnica, há risco de desmoronamento de parte do prédio que, visivelmente, apresenta rachaduras perceptíveis a metros de distância. “Não tem perigo não”, garantiu Ciro.

Quando Ana Poli ligou de volta para Ciro, depois que a ligação foi repentinamente desligada, Ciro disse que ligou na empreiteira e ela se comprometeu em ir até a escola do Mirante na segunda-feira, 17/02. 

“Seria interessante você vir junto para...”, Ana Poli tentou gentilmente falar com o secretário de Obras, mas ele sequer esperou ela terminar a frase, disse já em tom de impaciência: “Eu não tenho nada que ver com essa obra, quem fez a planilha e o contrato é a Priscila da educação, se ela deixou alguma coisa de fora da planilha é ela quem vai responde por isso. Eu não vou dar palpite porque não participei dessa licitação”, garantiu Ciro, logo depois de dizer que tinha assinando o contrato e ligado para o empreiteiro.

Educação se compromete

Diferente do secretário de Obras, a secretária de Educação Priscila Rosa conversou pelo “viva voz” com os pais e, sem alterar a voz, se comprometeu em ir até a unidade junto com o empreiteiro. 

Priscila também esclareceu que a unidade passará por uma reforma geral, mas até lá, a empresa contratada para fazer reparos e manutenções nos prédios da educação fará trabalhos para resolver problemas pontuais.

Em nota, a Secretária também esclareceu que, apesar da ausência de um diretor na Escola Pe Geraldo Montibeller, a unidade conta com um coordenador pedagógico que responde pela unidade. “A partir da próxima segunda-feira (17/02), também terá assistente de direção chamado por concurso público, não estando, portanto, desassistida no setor responsável pela gestão”.

Atualmente a E.M. Pe Geraldo Montibeller possui 405 alunos matriculados.