Mães contra terceirização da educação

“Não podemos perder a qualidade do serviço prestado”, disseram as Mães Corujas que convocam a sociedade para manifestação hoje, dia 05/10, às 10h, na porta da prefeitura

Educação Em 04/10/2018 19:44:47

Na última sessão de câmara de Arujá, realizada no dia 03/10, mães e professoras dos estudantes matriculados nas creches municipais fizeram uma manifestação pacífica contra a terceirização das unidades de ensino. Um terço dos vereadores se manifestou contrário a medida proposta pelo poder executivo como solução para a crise econômica que afeta a Pasta e todo o orçamento municipal.

“Uma conveniada não irá contratar profissionais com o mesmo salário que a prefeitura paga. Que tipo de funcionário vai aceitar trabalhar por muito menos, para prestar o mesmo serviço de quem na rede pública de ensino recebe muito mais?”, questionam as mães que já agendaram para hoje, dia 05/10, uma manifestação às 10h em frente à Prefeitura de Arujá.

Os vereadores criticaram a circular da secretaria de Ensino que, segundo eles, já deu o caso por encerrado, sem debater com a sociedade. Rogério da Padaria (PSD) salientou que o município já tem uma creche conveniada, a Acalanto, que é administrada pela Associação Fraterna de Arujá (AFA), localizada no Parque Rodrigo Barreto. “É uma das melhores do município”, garante o parlamentar.

Rogério é presidente da Comissão de Educação e convocou todos os interessados para uma audiência pública a se realizar no dia 18/10, às 18h, na Câmara Municipal. 

Entre as mães, além da qualidade do serviço, há uma consciência política de que os empregos gerados pelo convênio podem ser preenchidos muito mais pelos interesses políticos do que pela capacitação profissional. “Cabide de emprego não garante educação”, dizem.

Outra questão levantada pelas mães é que a Prefeitura mantém funcionários no regime celetista, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e para tanto segue pagando 8% de fundo de garantia para quem já possui estabilidade. “Se o problema é orçamentário, por qual motivo ninguém fez a proposta de mudar o regime dos funcionários públicos para estatutário?”, questionam.