Liberdade Economica

por Roberto Drumond

Crônicas Em 16/08/2019 22:48:09

Uma olhada cuidadosa no mapa mundi mostra que os países do mundo com os melhores índices de qualidade de vida são aqueles que adotaram ao longo de sua história a liberdade econômica.

A Medida Provisória da Liberdade Econômica (MP 881/2019) foi aprovada na Câmara Federal essa semana e agora o texto segue para o Senado que deverá analisá-lo e em seguida, se não houver alterações, encaminhar para a sanção presidencial.

 O texto traz medidas que impactam os negócios privados, de empresas e comércios tais como o trabalho aos domingos e outras medidas que dependerão do entendimento em os empregadores e empregados, como já é prescrito em diversos pontos da nova legislação trabalhistas.

Aqui no Brasil a liberdade econômica está sendo apresentada como tendo o objetivo de reduzir a burocracia e trazer mais segurança jurídica para as atividades econômicas. Mas em todo o mundo o objetivo mais definido é a eliminação da interferência do Estado nos processo de geração de renda. É o indicador que mostra o quanto o Governo é capaz de segurar o desenvolvimento com a adoção de regras que dificultam o trabalho e o desenvolvimento das empresas.

No ranking mundial os 10 países onde a liberdade econômica é mais evidente é liderado por Hong Kong. A lista prossegue, pela ordem, com Singapura, Nova Zelândia, Suíça, Austrália, Irlanda, Reino Unido, Canadá, Emirados Árabes e Taiwan. A capital do capitalismo mundial, os Estados Unidos, figura na 12ª colocação enquanto o Brasil se classifica em 150º lugar.

Os argumentos contrários ao estabelecimento da liberdade econômica afirmam especialmente que ela possibilita a formação de cartéis que resultam em monopólios dificultando a vida da população que passa a ser refém das empresas líderes de mercado. E isso pode acontecer, salvo se o próprio mercado reagir a esse monopólio rejeitando os produtos oferecidos e propondo alternativas viáveis para a população.

Um fato concreto os indicadores mostram: a demasiada interferência do Estado como no Brasil e em outros países menos desenvolvidos não impede a formação de monopólios, e também pode transformar o próprio estado em um voraz consumidor da economia, matando de cima para baixo os esforços do povo para vencer as crises econômicas.

A tentativa é válida e somente quem sobreviver verá o resultado dessa mudança significativa na economia brasileira.