Jogos Olímpicos II Parte

Por Osvaldo Martini

Colunas & Opiniões Em 12/08/2016 21:04:25

Por Osvaldo Martini 

 

Os grandes momentos do mundo esportivo têm dois comandos: FIFA e COI, sendo que a primeira está sob investigação da Justiça e a outra acredito deverá seguir o mesmo caminho.

O COI, Comitê Olímpico Internacional, elegeu em 2011 o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas em 2016, seis anos antes, para que fossem montadas as estruturas a fim de receber, acomodar e alimentar cerca de 17 mil atletas do mundo, inclusive técnicos, dirigentes e outros integrantes das comitivas.

As Olimpíadas foram criadas para atletas amadores, mas esse conceito está ultrapassado, amador é aquele que faz sem interesse econômico, o conceito se modificou. O profissionalismo, os que usufruem financeiramente do esporte deixam de ser amadores, não que não amem sua terra de origem, mas juntam o útil ao agradável. 

Os atletas das várias modalidades: vôlei, basquete, futebol, natação, ginástica e outras tantas, são mantidos por países, empresas, bancos e alguns têm até empresários, isolam esses atletas das atividades normais do trabalho, sustentando-os em troca de um treinamento intensivo para glória dos patrocinadores e orgulho do brasão da Pátria amada.

Evidencia-se também que se assim não fosse, afastaria diversos competidores e poderia levar a decadência os Jogos Olímpicos. Acreditamos que os atletas brasileiros dão muito orgulho ao país, mas o povo continuará a levar chifre e empurrando com a barriga: um evento bilionário que custa muito caro.

Para encerrar esta parte para curiosidade do leitor pesquisamos: O Brasil começou a participar dos Jogos em 1920, na Antuérpia, com 21 competidores, foi conquistado um título na prova tiro de revólver no alvo por Guilherme Paranaense e teve mais um, não consegui apurar o ano, do Dr. Afrânio Costa que foi Ministro do STF, na prova de pistola livre a 50 metros.

Não podemos esquecer 1952 e 1956 do Ademar Ferreira da Silva medalha de ouro no salto triplo.

O amadorismo é do passado, como a máquina de escrever, já mais profissionalizado com patrocínios, melhoria nos locais de treinamento e dedicação dos atletas, conseguimos melhores condições de competividade desde o ano 2.000, tivemos muitos e muitas estrelas, em 2016 esperamos com as facilidades e esforço desenvolvido se superem aos demais sempre dentro do espírito olímpico: lealdade, cavalheirismo e amor.