HPV: Imunização agora também para os meninos

Secretaria de Saúde passou a vacinar neste mês os meninos de 12 a 13 anos contra o HPV, a imunização antes contemplava apenas meninas de 9 a 13 anos

Educação Cidades Saúde Em 27/01/2017 20:03:17

Reportagem: Bruno Martins

 

A obrigatoriedade da vacinação contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), que antes era só para as meninas de 9 a 13 anos, agora também passou a contemplar os meninos de 12 a 13 anos. O HPV é o maior responsável pelo aumento de casos de mulheres com câncer no colo do útero e de homens com câncer no pênis, boca e ânus. A secretaria de Saúde de Santa Isabel espera vacinar 1.500 adolescentes dentro dessas faixas etárias.

Dados do Instituto do Câncer (Inca) indicam que nos últimos anos o Brasil registrou 16.340 novos casos de mulheres com câncer no colo do útero, deste total, cerca de 5.430 mulheres vieram a óbito em decorrência da doença. Os cânceres de pênis, boca e ânus causaram 4.725 mortes de homens nos últimos anos. Apresentando estes dados a diretora da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Santa Isabel, Estela Santana enfatizou em entrevista ao vivo pelo facebook do Jornal Ouvidor, a importância de pais levarem seus filhos para tomarem a vacina contra o HPV, que já está disponível nos postos de saúde. 

“Imunizar para não transmitir a doença. É importante enfatizar que não só na relação sexual que se contrai o HPV, só o beijo, ou o contato pele a pele já é o suficiente para a transmissão”, explicou Estela. A Diretora esclarece ainda que a criança e/ou adolescente só está protegido se tomar a vacina completa: “A vacina é dividida em duas doses, só uma não é o suficiente”, completa. 

De acordo com Estela, no ano passado, 1.112 meninas tomaram a vacina na 1ª dose, e apenas 777 voltaram as unidades para tomarem a 2ª: “A Saúde orienta sobre a importância da vacinação, mas cabe aos pais trazerem seus filhos para se vacinarem nos postos de saúde”, enfatizou.

Respondendo a uma das perguntas dos internautas feitas durante a transmissão, Estela ressaltou que uma vez contraído o vírus, o adolescente precisa fazer o tratamento indicado pelo médico, até o fim: “O tratamento interrompido precocemente pode dar resistência ao vírus e isso causa desde lesões como verruga nos órgãos genitais, até os tipos de câncer aqui já mencionados. Quem ama cuida”, finalizou. 

A entrevista completa pode ser conferida na página do Facebook e canal do Youtube do Jornal Ouvidor. 

 

Notícias Relacionadas