Hoje é Dia do Caminhoneiro

Resultado da greve dos caminhoneiros não agrada classe e motoristas vivem suspense com o possível aumento do diesel

Cidades Em 29/06/2018 21:58:40

Dia 30 de junho celebra-se no Brasil o Dia do Caminhoneiro. Criada em 1986 pelas mãos do Governador de São Paulo, Franco Montoro, a data marca o reconhecimento de quem vive nas estradas do País.

Mas, justamente neste ano, a celebração terá um sabor especial, tudo porque já se passaram 24 dias desde a grande paralização dos caminhoneiros em todo o País e o Brasil entendeu a força da categoria no escoamento de produtos essenciais.

Santa Isabel estava entre as cidades que reuniu grande número de caminhoneiros parados às margens da Rodovia Presidente Dutra. Sandro Aroldo, 46, mais conhecido pelos amigos de estrada como Sandrinho, é um deles, ficou estacionado às margens da Dutra durante nove dias.

Sandrinho herdou a raiz de caminhoneiro do pai, que hoje é aposentado e se dedica a esposa e aos netos. É ele quem conduz pelas estradas da região areia, pedra e outras matérias-primas. 

“Eu particularmente não imaginava que teria toda essa proporção. Não tínhamos um líder, cada um cuidava do seu. Lógico, sempre tinha um e outro que falava melhor então, quando apareciam os jornais e repórteres esses que conversavam com a imprensa”, explica Sandro.

Sobre o que mudou na vida dos caminhoneiros com a greve, Sandro diz que pouca coisa. “Os R$0,46 do diesel que o governo tanto prometeu já é uma realidade nas bombas dos postos de gasolina, mas, daqui uns dois meses o preço sobe de novo, não tem mais cobranças do eixo suspenso nos pedágios, mas, por outro lado, a briga agora é com o valor do frete”, conta Sandro.

Ele ainda diz que, por ser autônomo, não existe na sua realidade de caminhoneiro a carta – frete. “Está ficando claro que o Governo está jogando com a gente. Tem caminhoneiro que mesmo depois da greve está no prejuízo. O Governo esquece que nós, a classe de motoristas, movimentamos o País e a economia. Olha o tempo que ficamos parados e o caos que se instalou no Brasil, somos pessoas de bem, só queremos ter a oportunidade de trabalhar com mais dignidade”, desabafa.

Mais uma vez interrogado a explicar o que os caminhoneiros pretendem fazer caso o Governo aumente o valor do diesel daqui alguns meses, Sandro prefere manter o suspense, mas finaliza dizendo que “somos brasileiros e não desistimos nunca”.