Histórias que vão virar ações

As histórias de cada um dos participantes na mesa redonda sobre acessibilidade de pessoas com deficiência vão alimentar a proposta do Movimento Viva Arujá para melhor atendimento dessa população que corresponde a 23,9% da população brasileira

Educação Cultura Saúde Segurança Pública Construção & CIA Em 04/12/2015 21:22:57

Redação

 

As histórias de cada um dos participantes na mesa redonda sobre acessibilidade de pessoas com deficiência vão alimentar a proposta do Movimento Viva Arujá para melhor atendimento dessa população que corresponde a 23,9% da população brasileira.

- São os mais diversos tipos de deficiência que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registra no censo de 2010, explica o advogado Ronilson Silva, presidente do Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência acrescentando que “são pessoas que a sociedade finge que não existem e pontua: “o governo do Estado prorrogou por mais 15 anos o prazo para adaptação das escolas às pessoas com deficiências”.

Ronilson é uma das pessoas vítimas da poliomielite. Na reunião promovida pelo Movimento Viva Arujá ele estava sentado ao lado de Leide Rose, paraplégica e de Angelica, portadora de artrite reumatóide. Do outro lado, Olga Brito que foi cadeirante durante oito anos. Em outros pontos da roda, Elizabete, mãe de um jovem de 18 anos com paralisia cerebral, Mateus deficiente visual há dois anos; Maurício deficiente auditivo e o presidente do Movimento Viva Arujá, Ewerton Camargo, portador de hipertrofia muscular com atrofia dos membros inferiores.

- Meu maior inimigo é o orelhão, diz Mateus. Todos os dias um aparece em minha frente. Não tem como descobrir onde eles estão com a bengala. Olha o galo em minha cabeça, diz bem humorado.

O bom humor é uma característica dessas pessoas que são obrigadas a conviver com suas limitações. Suas dificuldades são motivo de alegria, pois as vencem todos os dias. – O que mais dói é o fato de sermos invisíveis. Temos de provar que somos diferentes. Como posso dizer a um policial que me aborda que não estou entendendo o que ele me diz, explica Maurício. – Tem gente que duvida que eu seja cego, completa Mateus. – Como posso exigir um atendimento prioritário? Pergunta Angélica,  se todos me vêem como uma pessoa normal!”. Leide Rose, uma das organizadoras do evento observa que em postos de saúde,bibliotecas e em diversos outros espaço públicos não existe rampa para cadeirantes. 

O advogado Luis Camargo contabilizou todos os apontamentos. Desse trabalho deve sair uma proposta para ser implementada através de ações judiciais patrocinadas pelo Movimento Viva Arujá. – Vamos até às últimas conseqüências. Vamos tirar o atendimento das pessoas com deficiência do assistencialismo. Vamos transformá-lo em direito.

Entre as decisões está a criação de uma Associação de Pessoas com Deficiência. Para adesões entre em contato com o Movimento Viva Arujá ou com leiderose@live.com