Governo de SP e Prefeitura da capital firmam parceria com bancos privados para produção de 2 milhões de máscaras sociais

Serão investidos cerca de R$ 2,5 milhões pelo Estado para confecção e distribuição de máscaras de tecido para comunidades carentes

Cidades Em 09/04/2020 15:43:04

por Assessoria de Imprensa Governo do Estado de São Paulo

O Governador João Doria anunciou nesta quinta-feira (9), em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, uma parceria com os bancos privados Itaú, Santander e Bradesco para a produção de 2 milhões de máscaras sociais. O Governo do Estado receberá cerca de R$ 2,5 milhões para confecção e distribuição, até o fim de maio, de máscaras de tecido para as comunidades carentes da capital e de outros seis municípios. 

A iniciativa prevê a remuneração de 740 profissionais autônomos de costura por meio do Instituto BEI e do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

“A confecção será realizada por costureiras, mulheres destas comunidades carentes, que vão receber R$ 2 por máscara produzida. A remuneração pode ultrapassar R$ 80 por dia. É uma medida que atende uma necessidade de saúde pública, de geração de renda e de proteção social", afirmou Doria. 

A produção das máscaras teve início na segunda-feira (6), na Escola Técnica Estadual (Etec) de Heliópolis, na zona Sul da capital, com o apoio de uma unidade móvel de Confecção Industrial do Programa Via Rápida, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com o Centro Paula Souza. As máscaras são produzidas dentro da carreta, com todos os cuidados de proteção e isolamento necessários, por 14 costureiras e costureiros da própria comunidade.

Na próxima segunda-feira (13), entram em operação mais duas carretas no Centro Educacional Unificado (CEU) Água Azul, na Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo; e na Etec de Esportes, no Parque Novo Mundo, na zona Norte. Outros dois grupos de costureiras vão trabalhar em unidades fixas do Via Rápida na Etec Abdias do Nascimento, no Jardim Parque Morumbi, na zona Sul; e na Etec Itaquera 2, na zona Leste. 

Ao longo da próxima semana, a iniciativa passará a acontecer também na sede do Fundo Social de São Paulo (Fussp), na Água Branca; e nas unidades do Centro de Integração da Cidadania (CIC), da Secretaria da Justiça e Cidadania, nos bairros Barra Funda, Capão Redondo e Jaraguá, na capital; e nos municípios de Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos. Também começará a produção em duas outras carretas: na Etec Carolina Carinhato Sampaio, no Jardim Vergueiro, na zona Sul; e na Etec Sapopemba, na zona Leste; além das oficinas na Etec Carlos de Campos, no Brás; e em unidades do Centro Paula Souza nos municípios de Cerquilho, Ibitinga, São José do Rio Preto e Peruíbe. 

As carretas do Via Rápida possuem área interna de aproximadamente 60 metros quadrados e são equipadas com sala de aula, mesas de corte, máquinas de costura profissionais e tábuas de passar industriais. Para adequação às regras sanitárias, foram instaladas cortinas de isolamento entre os postos de trabalho, além de adotado o distanciamento mínimo entre cada profissional que divide o espaço.

Todo o material utilizado na confecção das peças foi fornecido pelos parceiros da iniciativa privada.

Máscaras contra o coronavírus

As máscaras sociais não têm objetivo médico. A utilização da peça visa a proteção mútua. Em residências onde moram várias pessoas, a máscara pode ajudar na prevenção, sem substituir as orientações das autoridades de saúde, como isolamento social, higienização regular das mãos, não compartilhamento de objetos de uso pessoal, entre outras recomendações.

Dicas de como manusear a máscara

• Lave as mãos antes de colocar a máscara;

• Cada máscara é de uso individual;

• Ela deve cobrir o queixo e o nariz;

• Não deixe a máscara frouxa no rosto;

• Não toque no pano da máscara e não a remova ao falar;

• Tire a máscara pelas alças laterais, sem tocar no tecido;

Por fim, faça a higienização com água e sabão após o uso.