Festas e férias aumentam o lixo

Em algumas cidades o aumento no volume de resíduos coletados é de 30% a118%

Cidades Em 10/01/2020 22:21:38

por Érica Alcântara

Nesse início de ano, entre as cidades da região, Igaratá é a cidade que registrou o maior volume de lixo coletado. Foram, em média, 330 toneladas recolhidas mensalmente em 2019, mas deve registrar 720 toneladas coletadas até final de janeiro, um aumento de 118% em conseqüência das festas e férias. Em Arujá, a média mensal de 2.100 toneladas de lixo coletado, saltou no final do ano para 2.730 toneladas. Em Santa Isabel, a média de 1.150 toneladas de lixo recolhidos por mês, neste mesmo período aumentou entre 100 a 120 toneladas elevando o descarte para mais de 200 toneladas.

O preço do lixo

A Prefeitura de Arujá joga, todos os meses, mais de 500 mil reais no lixo. São pagos R$286.000,00 para os serviços de coleta e transporte de resíduos urbanos e mais R$204.600,00 para a destinação final em aterro sanitário e além disso R$26.798,00 para serviços de coleta seletiva e recicláveis.

Apesar do aumento ocorrido no volume de lixo nesse período, o valor pago por Arujá ao aterro sanitário Anaconda (localizado em Santa Isabel) não sofre nenhuma alteração por tratar-se de contrato pré-fixado. Quatro caminhões atuam na coleta e um fica permanece na reserva.

Diferente do município vizinho, de acordo com o Secretário de Serviços Municipais de Santa Isabel, Rodrigo Butterby, a cidade normalmente despende R$285 mil/mês com o lixo. No período das festas paga mais R$17.200,00 a cada 100 toneladas para a Empresa Terra Plana, responsável pela coleta e mais R$7.500,00 ao aterro Anaconda pela mesma quantidade de material. – Ou seja, entre dezembro e janeiro temos um custo extra de pouco mais de R$29.000,00, devido ao aumento do volume, diz Butterby acrescentando que cinco caminhões da empresa prestadora do serviço atuam na coleta enquanto um fica na reserva.

Fora do período de férias Igaratá coleta cerca de 330 toneladas de lixo por mês. Desde o início de dezembro houve dias em que se registrou a coleta 25 toneladas em 24h, elevando a estimativa para 720 toneladas/mês, um aumento de 118% no volume de lixo recolhido no município.

Igaratá possui aterro próprio e, portanto, não paga para descartar o lixo coletado e nem terceirizou o serviço de coleta, que também é realizado por servidores públicos com três caminhões coletores que, eventualmente, recebem o apoio de caminhões caçamba. Atualmente um dos caminhões coletores está sendo reformado exigindo o uso de veículo não adequado. 

O voluptuoso aumento de lixo neste período do ano é resultado do aumento no fluxo de turistas e proprietários nas casas de lazer. “A estratégia para manter a cidade limpa neste período é manter uma equipe extra de coletores trabalhando das 17h às 22h”, informa a assessoria de imprensa da prefeitura de Igaratá.

Nos três municípios, neste período de chuvas intensas é possível que haja atraso na coleta, já que o descarregamento do aterro fica comprometido por causa do barro no local do descarte, dentro do aterro, com ocorrência de mais demora.