Febre amarela já é ameaça na região

“Observe os macacos, eles são indicadores do avanço da doença”, recomendam os especialistas

Saúde Cidades Em 12/05/2017 18:28:29

 

A Vigilância Epidemiológica e Sanitária do Estado já está admitindo o risco do surgimento de casos da doença Febre Amarela no Vale do Paraíba. Essa semana, um técnico do Estado visitou Igaratá para treinar os funcionários do setor a identificar e capturar o mosquito transmissor

Hélio Saraiva, pesquisador do Instituto Evandro Chagas, treinou os funcionários do Centro de Vigilância Epidemiológica para a construção de plataformas na copa das árvores para a captura dos mosquitos do tipo “haemagogus” e “sabethes”, responsáveis pela transmissão da doença na fase silvestre. A preocupação deve ser evitar a proliferação da doença no cenário urbano, condição em que ele ganha um novo vetor, o Aedes Aegyptis, o mosquito transmissor da dengue.

Segundo o Pesquisador, a população deve ficar atenta ao surgimento de macacos mortos nas proximidades da matas e na zona rural. – O macaco é o sinalizador de que a doença chegou a uma região. Vivendo nas matas e nos topos das árvores eles são as primeiras vítimas dos transmissores e, ao morrer mostram aos seres humanos o risco que correm.

O alerta vem sendo dado pelo Estado em decorrência de mortes de humanos ocorridas em Campinas, Bragança e Atibaia, indicando que a porta de entrada da doença no Vale do Paraíba e na região metropolitana pode ser Igaratá e Santa Isabel.

Não há ainda motivos de pânico em busca de vacinação contra a doença, mas as autoridades de saúde estão em estado de alerta e tão logo surjam recomendações devem convocar os moradores de locais próximos às serras e represas e quem trabalha em zona de alerta. – Por enquanto o importante é fazer um bloqueio nas áreas favoráveis ao aparecimento da doença e monitorar o surgimento de animais mortos ou de pessoas com os sintomas da febre. Nessa fase é muito importante o auxílio da população, explica Marino Farias, secretário de Saúde de Igaratá, acrescentando que a taxa de mortalidade da Febre Amarela chega a quase 50%.  

 

 

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