Em Campanha

por Roberto Drumond

Crônicas Em 29/06/2018 21:50:29

Essa semana, praticamente, desencadeia a campanha eleitoral visando as eleições de outubro. Como ocorre nessas ocasiões vão nascer jornais, blog´s, sites e outros instrumentos de comunicação transportando as promessas típicas dos candidatos.

Vão povoar também as ruas, as rádios e as TVs, abertas ou por sistemas digitais, as imagens de personalidades aspirando serem escolhidas para representar o povo na câmara federal, assembléias, senado e, o executivo, no Palácio do Planalto e dos Bandeirantes (no nosso caso).

É hora de nós, eleitores, refletirmos sobre o que vamos escolher em dois de outubro. Ilude-se quem achar que, deixando de votar, vai provocar alguma mudança. Iludem-se também quem acreditar que anular voto, ou votar em branco estará contribuindo para uma nova eleição. É exatamente ao contrário: anular ou votar em branco é dar o voto a quem já tem voto suficiente para se eleger, apontando muitas vezes para um candidato paraquedista que nada tem em comum com quem o elegeu.

Vota de verdade quem verdadeiramente escolhe o seu candidato e é capaz de defendê-lo. Para isso só tem uma receita: estudar a vida do candidato, conhecê-lo e saber onde encontrá-lo se preciso for. Estudar a vida significa conhecer a sua biografia, suas atividades na política e fora dela, sua profissão e sua dedicação à família e à comunidade onde vive. Candidatos que aparecem e só falam de sua trajetória política em geral, não merecem sequer atenção dos eleitores. São verdadeiros lobos em pele de cordeiro.

Renunciar ao debate político também não é uma receita boa para o eleitor. Quanto mais ele debater, mas estará sabendo a respeito da política e dos políticos e o que está sendo feito com o dinheiro que pagamos os impostos. O tesouro brasileiro vai liberar para os partidos políticos, para o Fundo Especial para Financiamento de Campanha, a bagatela de R$1.716.209.431,00 (um bilhão, setecentos e dezesseis milhões, duzentos e nove mil, quatrocentos e trinta e um reais) para serem gastos na campanha. O maior beneficiário desse dinheiro é o MDB, partido do presidente Temer, com R$ 234.232.915,00, seguido do PT (Partido dos Trabalhadores) que receberá R$ 212.244.045,00, e o PSDB, com R$ 185.868.890,00.

Os valores mencionados são destinados aos partidos políticos, resta ainda o custo com a própria eleição estimado em 4,5 bilhões de dólares. Traduzindo, é algo em torno de 18 bilhões de reais (R$18.000.000.000,00). Não quero mencionar aquele dinheiro que os candidatos lançam mão, sem declarar de onde vem, muito menos para onde vão.

Quis fazer esse comentário nessa crônica de hoje por um motivo só: é muito dinheiro para ser desperdiçado com eleição de quem não merece. Precisamos participar e eleger, mas precisamos bastante de saber quem vamos colocar lá para agir em nosso nome.