Égua morre vítima de maus-tratos

Voluntários uniram esforços para tentar salvar o animal, mas não foi possível. Zoonoses não compareceu no atendimento, mas Meio Ambiente registra caso na Delegacia

Cidades Em 31/01/2020 21:38:26

Por Érica Alcântara

Uma égua da raça mangalarga marchador morreu na quarta-feira, dia 29/01, vítima de maus-tratos e abandono. O animal foi encontrado no Bairro Pedra Branca sozinho e agonizando. O caso foi protocolado ontem, dia 31/01, na Delegacia de Polícia de Santa Isabel e especialistas acreditam que, pelas marcas encontradas no corpo do animal, será possível identificar o seu proprietário e algoz.

Segundo informações, existe uma Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga e nesta entidade ficam registrados os animais certificados pela raça, com o nome e a descrição dos seus responsáveis. 

Diferente do que foi publicado nas redes sociais do Jornal Ouvidor, a equipe de Zoonoses não compareceu ao local de resgate da égua. Para a secretária de Saúde, Estela Santana, o setor informou que a Zoonoses não registrou nenhum pedido de atendimento para esse animal. “Ficaram sabendo pelas redes sociais, e a denúncia era de maus tratos”, disseram.

A ocorrência foi registrada anonimamente na Ouvidoria da Prefeitura como animal caído na estrada. Quando chegou na secretaria de Meio Ambiente, um técnico responsável pelo bem-estar animal foi enviado para o local. “Mas como estava doente se trata da zoonoses. Porque não temos servidores no meu quadro de funcionários para captura”, explicou Sandra Igarasi, secretária de Meio Ambiente.

Voluntários, com conhecimento no tratamento de animais de grande porte, se reuniram para erguer a égua que, tão logo conseguiu ficar de pé, expeliu pelas narinas uma secreção verde, similar ao catarro. Logo identificaram que havia um problema pulmonar e um comprometimento grave das vias respiratórias. 

Até o transporte da égua foi feito por voluntários. Depois de resgatada, o local onde passou a noite, bem como alimento e medicações, foram todos recursos oriundos da boa vontade. “Mas infelizmente ela não resistiu”, disse Claúdio Gunther. 

Sandra disse que a multa por este tipo de crime ambiental é de R$2.324,47 (500UFM) por animal.

Estela informou que reforçou com a equipe Zoonoses que, independentemente de qual setor seja responsável pelo atendimento, devem se colocar à disposição para atender. “Prefeitura é composta por uma equipe multidisciplinar, onde um apoia o outro, sem eximir responsabilidades”, finalizou.