Educação segue em crise

Já se passaram dois meses desde o início do ano letivo, mas ainda hoje as escolas municipais de Arujá seguem em esquema de rodízio de aulas

Educação Em 12/04/2019 22:10:02

O ano letivo de Arujá começou no dia 05 de fevereiro, mas algumas salas de aula ainda não conseguiram contabilizar uma semana inteira de aprendizado. Problemas de infraestrutura, como infiltrações e alagamentos, interromperam as aulas e a falta de estagiários impedem a continuidade de algumas turmas e a abertura de novas vagas.

“O que acontece que a prefeitura não encerra a contratação dos estagiários?”, questionou o vereador Rogério da Padaria durante a última sessão de câmara.

A Secretaria de Educação Arujá informa que iniciou este ano letivo com 100 contratos vigentes de estagiários e o edital para contratar mais 199 só foi publicado depois da abertura da contabilidade municipal, devido à necessidade de fechamento das contas e abertura do exercício contábil deste ano.

A publicação da chamada para apresentação dos selecionados foi em 23 de fevereiro. Contudo, a prefeitura informa que o feriado prolongado de carnaval; a apresentação de todas as documentações; o recesso do médico do trabalho; o não comparecimento de parte dos candidatos e os períodos de fechamento de folha de pagamento ocasionaram atrasos na contratação.

Enquanto o imbróglio, aparentemente, estacionado entre a educação e o setor de recursos humanos da Prefeitura de Arujá não se desenlaça, são os pais dos alunos que se revezam na hora de levar os filhos para as unidades de ensino municipal. “A gente deixa os filhos com parentes, enquanto sai para trabalhar. E fica preocupado com o transtorno, pois sabemos que temos o direito a creche e não conseguimos usufruir dele com essa rotina de rodízios de aulas”, diz uma mãe que prefere não se identificar.

A Secretaria de Educação informa que 82 novos estagiários iniciaram as atividades no dia 1º deste mês e uma nova turma começará até o final do mês. E admite: “De fato, a Secretaria ainda não atende toda a capacidade, motivo pelo qual duas unidades optaram por organizar a rotina para garantir o atendimento até que tenham seu quadro completo. Na observância de prejuízos ao calendário escolar, terão reposição”, informa.

Infraestrutura e o medo das rachaduras

Esta semana, o Jornal Ouvidor recebeu fotos de rachaduras nas paredes da CMEI Maria Herbene Patrícia Damasceno. Entre as questões enviadas para a prefeitura, está o pedido de análise do setor de obras sobre a segurança das crianças nas unidades de ensino municipal.

Em nota, a prefeitura informou que a manutenção das escolas está sendo equacionada com trabalhos preventivos ou reformas mais amplas.