E como não se apaixonar na Itália?

por Mauro e Tati

Mulher Turismo & Natureza Em 26/03/2015 02:35:19

Mais do que uma viagem, vir a Itália é querer se apaixonar. Aqui você descobre, ou re-descobre, o que significa paixão. Paixão não é amor, paixão não é saudade, paixão é um querer inseparável, é um gostar diferente, é algo assustadoramente delicioso.

Se dispor ao novo, mesmo que esse seja um novo apenas para você, é estar pronto para se apaixonar! A paixão é desprovida de pudores e julgamentos ela simplesmente admira o que faz seus olhos brilharem e o que faz seu coração bater mais rápido. O velho continente tem esse poder (especialmente a Itália), o poder de despertar paixões! Pelo menos para nós.

Como não se emocionar em pleno século XXI com os pequenos vilarejos medievais do interior do país? Em uma época em que temos todas as facilidades na ponta dos dedos com os smartphones você pode mergulhar em uma viagem no tempo em cidadelas do século XIII completamente preservadas, onde muitas pessoas ainda vivem como há mais de 800 anos. Obviamente, elas tem todas as comodidades do mundo atual, porém fazem as mesmas coisas que seus tataratataravós faziam: plantam uvas, azeitonas, fazem vinhos, embutidos, queijos, especiarias .... e vivem felizes com isso.

Como não admirar um caçador de trufas* que vive em um vilarejo com seus cachorros e, diariamente busca iguarias para vender para os restaurantes mais sofisticados do mundo?

Poder passar uma noite em um castelo medieval transformado em hotel com todo conforto mas com portas que datam do século XVII e uma cozinha com um forno capaz de assar um boi inteiro como se você estivesse em um desenho animado do Asterix**.

Mesmo com toda essa nostalgia, a Itália é um País moderno onde você não precisa de carro para praticamente nada. Em qualquer pequena cidade o transporte público funciona e você pode facilmente ir de um local a outro com trem ou ônibus. Todos utilizam o sistema público e ao contrário do Brasil, utilizar transporte público não é uma vergonha ou sacrifício.

Preservar a história não significa viver no passado e o velho continente nos ensina isso. Valorizar raízes e ter respeito por tudo o que é público não significa pertencer a um grupo ou defender seus próprios interesses. Com a sabedoria herdada de seus ancestrais os europeus nos ensinam que cuidar e respeitar o espaço comum é essencial para que as coisas funcionem direito e todos vivam melhor. E por lá isso não uma questão política. Entre todas as experiências que vivemos esta foi uma grande lição que trouxemos na mala junto com nossos temperinhos e vinhos.

Depois de pouco mais de 1 hora em um trem a mais de 250 km/h chegamos ao nosso próximo destino, Florença, a capital da Toscana, onde, se tudo der certo, vamos comer e beber como rei e rainha medievais!

Auguri!!

*Trufa ou túbera é o nome popular dada aos corpos frutíferos subterrâneos das espécies de Tuber, um género de fungos da família Tuberaceae. Algumas das espécies têm sabor e aroma agradáveis, sendo consumidas pelo homem há mais de três mil anos. Os tipos mais conhecidos são a trufa branca (Tuber magnatum), a trufa negra (Tuber melanosporum) e a trufa de verão (Tuber aestivum).

 

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