Doria suspende mais de três milhões de repasses para a região

A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta semana

Cidades Em 11/01/2019 22:14:45

Arujá perdeu dois milhões e Santa Isabel um milhão e meio de reais. Estes recursos foram destinados para os municípios no dia 21/12/2018 e seriam utilizados em obras de infraestrutura urbana, por meio de convênio assinado com o então governador Márcio França.

Um duro golpe nas administrações municipais que necessitam de recursos externos para serviços de manutenção e pavimentação asfáltica. No comunicado oficial de 08/01/2019, São Vicente foi a cidade com o maior corte, cerca de R$47,7 milhões também destinados a obras de infraestrutura urbana. Até a compra de um caminhão pipa por R$250 mil para Igaraçu do Tietê foi cancelada.

As Prefeituras de Arujá e Santa Isabel informaram que este convênio com o Estado tinha a finalidade realizar melhoria asfáltica em ruas da cidade.

Santa Isabel elegeu Doria com 8.463 votos recebeu 32,12% dos votos válidos, enquanto Márcio França recebeu 26,52%. Arujá também escolheu Doria, onde também foi o candidato mais bem votado com 13.733 votos válidos.

Doria afirma que recursos não existem

“Governo França criou repasses inexistentes”, essa frase resume a resposta do Governo do Estado de São Paulo. 

Em nota, o Secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi disse que cerca de 60 convênios firmados com municípios paulistas entre os dias 18 e 28 de dezembro foram suspensos.“Os repasses prometidos pela gestão anterior somam R$143 milhões, mas não tinham detalhados quais seriam as fontes de receita e não cumpriram os requisitos técnicos comuns para a assinatura de convênios com esses objetos”, diz.

Vinholi garante que este governo vai analisar os pleitos municipais e, a partir de critérios técnicos, realizar a liberação de recursos de acordo com a disponibilidade orçamentária do estado.

“É dever do governante agir de maneira transparente com o dinheiro público e não criar ilusões que beneficiam interesses políticos em vez das necessidades reais da população”, finaliza.