Denúncia de uso indevido do carro oficial não mobiliza Câmara de Arujá

Abelzinho diz que embora caso tenha se tornado público, isso não é suficiente para Câmara investigar a conduta de um vereador

Política Em 19/01/2018 23:22:04

Na terça-feira, dia 16/01, o presidente da Câmara de Arujá Abel Franco Larini (PR) informou que para apurar uma suposta irregularidade, referente ao caso do vereador que confessa o uso do carro oficial do legislativo como transporte ambulatorial, a Casa de Leis precisa receber a denúncia por escrito, trâmite que ele considera a forma oficial, mas que até o fechamento desta edição não aconteceu.

Segundo o Presidente da Casa de Leis, embora o caso tenha se tornado público e os áudios atrelados ao vereador tenham circulado livremente pela internet e a imprensa local reportado o caso, nada disso é suficiente para que a Câmara apure os fatos.

“Rede social não é meio de denúncia. Não fomos procurados por nenhum órgão de fiscalização e por nenhum cidadão”, explica o legislativo.

Referente a matéria publicada na edição 1157 do Jornal Ouvidor, intitulada “Vereador confessa uso indevido de carro oficial”, a assessoria de imprensa da Câmara esclarece que o uso do veículo legislativo é de responsabilidade do próprio vereador e não do encarregado de Serviços de Transporte.

“Não cabe ao Encarregado de Serviços de Transporte fiscalizar se os carros pernoitaram ou não no estacionamento da Casa. O vereador também deve informar por escrito a necessidade de permanecer com o carro no período noturno”, explica a nota.

Conselho de Ética

Em relação aos integrantes do Conselho de Ética da Câmara de Arujá, a assessoria de imprensa solicita outro esclarecimento, de que a composição atual é a mesma de 2017. “O presidente é o vereador Gabriel dos Santos (PSD), o vice é Rafael Laranjeira (PSB), o relator, Renato Caroba (PT) e os suplentes são, Ana Poli (PR) e Reynaldo Gregório Junior (PTB)”, descreve. 

Por outro lado, o vereador Gabriel dos Santos garante que seu mandato como presidente do Conselho de Ética acabou em 31 de dezembro de 2017. “Sobre a denúncia do uso indevido do carro, se eu for reconduzido ao cargo de presidente do Conselho, vou averiguar e tratar o assunto com cautela”.

Gabriel fala que já está solicitando reuniões para definir os trabalhos da Câmara em 2018. O vereador ainda informa, que o corregedor do Conselho de Ética em 2018, é o parlamentar Dr. Marcelo Oliveira (PRB) que também se recusa a opinar sobre a denúncia.