Demissões geram polêmica de gestão pública

Efeito cascata da Liminar da Justiça que afastou a prefeita de Santa Isabel: exoneração de funcionários

Política Em 30/11/2018 20:57:54

As decisões da gestão relâmpago de Carlos Chinchilla em Santa Isabel são motivo de polêmica no município. Ontem, dia 30/11, atingiu um de seus ápices com o tema: demissões de funcionários da Prefeitura. 

Chinchilla garante que não demitiu ninguém e que as exonerações não passam de uma cortina de fumaça para ocultar a crise financeira. “Estão desviando o foco do principal problema que é a crise financeira. Isso sim deve ser destrinchado. Funcionários do governo consideraram o decreto precipitado e desnecessário, então deveriam explicar o porquê das demissões, pois estão se contradizendo”, afirma o Vice.

Pelas redes sociais, Chinchilla alega que não demitiria ou contrataria sem saber se teria dinheiro para pagar. “Cheguei a ser ameaçado por um funcionário, tudo isso para desviar a atenção do rombo nas finanças?”, questiona.

Os demitidos

Por outro lado, funcionários dispensados na quarta-feira, 28/11, durante a administração de Carlos Chinchilla reclamam não só da perda de emprego, mas do modo como foram tratados nas 7h da gestão do vice. “Me ligaram e pediram para eu ir urgente no RH, questionei o motivo da urgência e a pessoa, notoriamente irritada, disse: ‘você foi exonerado vem aqui agora assinar o documento’”, diz um dos funcionários que prefere não se identificar, mas nos mostrou o documento (imagem no site do Ouvidor).

Segundo informações, a primeira ligação foi realizada por volta das 14h e uma das pessoas informada sobre o fim de seu contrato explicou que estava no médico esperando para ser atendida e só poderia ir no dia seguinte. “Ouvi uma voz ordenando: é pra vir agora, ou ela deve trazer atestado médico!”, recorda a funcionária, acrescentando: “Me senti mal, pois a pessoa não sabia de meu problema de saúde e ao ordenar isso aos gritos no departamento insinuou para todos que era suspeita de falsificar minha real situação física”.

Como o expediente da prefeitura encerra às 17h, muitos funcionários não assinaram o documento. A ordem das ligações era: “Então esteja aqui para assinar amanhã às 8h”.

No outro dia, com o retorno de Fábia Porto, todas as demissões agendadas na gestão Chinchilla foram suspensas. A funcionária do RH que assinou segue trabalhando no setor, mas algumas exonerações são irrevogáveis como as dos ex-secretários de governo e de educação, Heleno Pinto e Liliene de Paiva, respectivamente, que em solidariedade a Fábia Porto pediram demissão.

A reportagem solicitou o número exato de demissões realizadas na quarta-feira e nos dias seguintes, mas a prefeitura informou que segue em reuniões sucessivas para redefinir o quadro de trabalhadores em função das alterações realizadas pela gestão de Chinchilla.