Cruz Vermelha chama campanha nas redes sociais contra o compartilhamento de imagens de vítimas do voo da Chapecoense

Orientação está sendo distribuída nos canais da instituição desde a tragédia envolvendo a equipe da Chapecoense

Cidades Em 01/12/2016 13:18:05

Divulgação

 

“Atenção! Não compartilhe fotos ou vídeos que exponham pessoas vítimas de acidentes. É fundamental o respeito a elas e a seus familiares em momentos de tragédia.” Essa foi a orientação publicada pela Cruz Vermelha de São Paulo em seus perfis nas redes sociais, na manhã da terça-feira, 29/11.

A campanha foi levantada para conscientizar os usuários a não compartilharem imagens do acidente aéreo que vitimou fatalmente 71 pessoas, entre atletas e dirigentes do time Chapecoense, profissionais de imprensa, comissários e convidados. Segundo o coordenador de Socorro e Desastre da Cruz Vermelha, Tiago Seballo, esse tipo de ação tem sido observada com uma maior frequência e o impacto dessas imagens para as famílias é bastante significativo.

“A Cruz Vermelha tem como missão atenuar o sofrimento humano e por isso dessa orientação, para que não sejam compartilhados conteúdos que contenha e exponha as pessoas vítimas de tragédia. Muitas vezes as informações repassadas sequer são verdadeiras, mas o ato em si tem efeitos devastadores na vida de familiares e amigos que estão sofrendo pela morte de um ente querido. É preciso respeitar esse luto e apoiar os familiares para que eles consigam se restabelecer depois de uma perda tão grande”, disse o coordenador de Socorro e Desastre da Cruz Vermelha.

A ação, além de condenável do ponto de vista ético, é considerada crime e está prevista no Código Penal Brasileiro, no artigo 212 . A pena pode chegar a até três anos. Segundo Seballo, a conduta de não repassar esses conteúdos serve também para o dia a dia, quando nos deparamos com um acidente de trânsito com vítimas, por exemplo. “Em todos os casos, vítimas e familiares têm de ser preservados”, lembrou.

A campanha levantada nos perfis da Cruz Vermelha viralizou na web. Apenas no Facebook o conteúdo atingiumais de 12 milhões de pessoas, ealcançou um milhão de reações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos. A mesma ação ocorreu em outras mídias sociais, como Twitter e Instagram. “O respeito às vítimas e aos familiares é a primeira amostra de solidariedade que podemos dar”, informou Seballo.