Criança se fere em creche municipal

Mãe registra Boletim de Ocorrência de lesão corporal na Delegacia de Igaratá.

Educação Saúde Em 16/03/2013 11:12:09

Um menino de três anos de idade perdeu os dois dentes da frente após cair enquanto estava sob os cuidados da EMEI Carlos Gomes, creche localizada no centro de Igaratá, na tarde da última quinta-feira, 14.

A avó de M.H.F.F, conta que recebeu uma ligação da creche perguntado sobre a mãe do menino e informando que ele havia caído e machucado “um pouquinho a boca, nada grave!”. Imediatamente a avó chamou Lucilene Felix Pimenta, de 29 anos, mãe do menino que deixou o trabalho para atender ao chamado: -Quando cheguei vi meu filho com a boca toda ensanguentada, segurando uma toalha e chorando muito. 

Segundo Lucilene os responsáveis pela creche deram duas justificativas para não terem levado o menino ao Posto de Saúde: a primeira é que tentaram ligar para pedir uma ambulância mas não conseguiram, “a segunda é que não poderiam socorrer o menino enquanto a mãe não chegasse”. 

As funcionárias e professoras da creche alegaram que não viram a criança cair, portanto não sabiam onde ela havia quebrado os dentes, o que deixou Lucilene ainda mais indignada: “Não é possível que com duas professoras para cuidar de 20 alunos, ninguém tenha visto meu filho cair. Não souberam me dizer o que causou a queda, mas ele não estava nem ralado, caiu diretamente com a boca no chão suponho”, diz.

O problema continuo quando M.H. foi levado para o Pronto Socorro no carro de uma professora. Lucilene conta que a médica de plantão mal examinou o menino: “olhou rapidamente para ele e disse que era caso de dentista, não pediu nem raio X para ver se tinha batido a cabeça. Como não tinha nenhum dentista lá,  a médica disse que ele deveria ser levado à UPA. Deu somente uma injeção para tirar a dor, mas meu filho ainda continuava com a boca cheia de sangue”, conta.

A secretária de Saúde Tatiany Oliveira conta que em contato com a UPA lhe foi informado que também não havia dentista disponível e que se a criança se fosse encaminhada iria passar por avaliação, por isso buscou uma forma de atender a criança o mais rápido possível procurando outro dentista.

- Como o caso não teve solução no Pronto Socorro, voltamos para a creche onde a secretária de Educação interina, Regina Célia Fortes e a chefe de Gabinete, Ana Paula Ferreira para resolvera situação. A secretária de Saúde ligou para a diretora de Saúde de Santa Isabel pedindo que ela ligasse para uma dentista particular de Igaratá, que trabalha na municipalidade de Santa Isabel pedindo para que atendesse o meu filho.

- Em um gesto de profissionalismo e amor ela  atendeu meu filho e super carinhosa cuidou da boca dele e me informando que infelizmente um segundo dente teria de ser retirado, pois afundou até o céu da boc. Ela disse que meu filho só vai voltar a ter os dentes da frente daqui uns três ou quatro anos, quando os permanentes nascerem, conta Lucilene.

Lucilene acredita que o filho tenha caído no parquinho de diversões: “Aquele parque é um perigo, meu filho não é o primeiro a se machucar lá. Em volta dos brinquedos há concreto, há brinquedos altos, as crianças são pequenas,e percebo que as professoras e funcionárias não cuidam como deveriam, temo pela segurança não só do meu filho, mas de todas as crianças. Será que vão esperar algum acidente mais grave para tomar providências?, pergunta a mãe.

A mãe de M.H registrou um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado: “É preciso resolver os problemas de maneira definitiva, nós mães nos preocupamos. Deixamos nossos filhos com a esperança de que estejam sendo bem cuidados, mas não é isso que acontece. Estou perdendo dias de trabalho porque ele não está indo para a creche e não tenho ninguém que possa ficar com ele. Garanto que ninguém vai arcar com minhas contas”, diz.