Continua impasse com a Sabesp

Com o retorno da temporada de chuvas os problemas das estradas afetadas pela construção da interligação dos reservatórios Jaguari e Atibainha voltaram a afligir os moradores dos bairros de Água Branca e Bonsucesso, em Igaratá.

Cidades Em 01/11/2018 22:01:09

Com o retorno da temporada de chuvas os problemas das estradas afetadas pela construção da interligação dos reservatórios Jaguari e Atibainha voltaram a afligir os moradores dos bairros de Água Branca e Bonsucesso, em Igaratá.

Em março desse ano a Prefeitura ajuizou uma ação contra a Cetesb (Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo e contra a Sabesp (Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O processo solicita a cassação da licença de operação concedida pela Cetesb à Sabesp em decorrência do não cumprimento integral da recuperação das estradas utilizadas durante a construção do empreendimento.

A Cetesb e a Sabesp contestaram as afirmações da Administração Municipal com o argumento de que, vistoriada, a estrada apresenta apenas “irregularidades pontuais que podem ser facilmente corrigidas”. A Prefeitura foi chamada a responder as contestações e pontuou que a Cetesb não poderia emitir a licença de Operação sem que a administração municipal declarasse a completa aceitação da obra, mesmo que considerasse os “pequenos trechos” como irrelevantes.

Para o prefeito Celso Palau a Cetesb e a Sabesp estão de fato considerando “irrelevante” não a estrada, mas o município que se levanta contra o abastecimento da região metropolitana como se a qualidade de vida da população não precisasse ser levada em conta. – Está claro, para mim que, ao apontar as nossas dificuldades locais como sendo irrelevantes, as duas empresas estão na verdade, desconsiderando os nossos interesses, não importa quais sejam, diz o Prefeito.

Palau aponta que a vistoria realizada pela Cetesb e utilizada como argumento de contestação no processo foi feita com condições de tempo ideais, fato que não ocorre agora no tempo das chuvas. Entre os problemas registrados pela Cetesb como pontuais, está o tamanho das pedras utilizadas em alguns trechos, colocando em risco os veículos que trafegam pelos mais de 15 quilometros das estradas utilizadas durante as obras. – Nem esse problema, destaca Palau, a Sabesp resolveu. As pedras continuam lá rasgando pneus e dificultando o tráfego.

A expectativa agora é que a Justiça aceite os argumentos da Prefeitura e determine que a Sabesp conclua os trabalhos e deixem as estradas em condições de tráfego mesmo no período das chuvas.