Construção Civil: São José dos Campos perde 313 postos de trabalho em maio

Mesmo cenário se repetiu nas cidades de Jacareí, Guaratinguetá e Campos do Jordão; Caraguatatuba, Pindamonhangaba e Taubaté contrataram no período

Construção & CIA Empregos Economia & Negócios Em 11/07/2016 11:41:00

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Após o número animador de contratações registradas em abril deste ano, o setor da construção civil voltou a demitir no mês de maio, segundo uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Das sete cidades avaliadas na região, quatro somaram, juntas, 471 demissões no período, sendo elas São José dos Campos com 313 postos fechados, seguida por Jacareí (-123), Guaratinguetá (-26) e Campos do Jordão, que demitiu nove trabalhadores.

Em São José, cidade com maior número de demissões em maio, o setor encerrou o mês com 13.747 trabalhadores formais contratados. Se comparado com abril, a queda foi de -2,23%.

Já em Caraguatatuba, no Litoral Norte, o setor segue em ritmo positivo desde março. No mês de maio foram contratados 117 novos trabalhadores no município. Em Pindamonhangaba o mês também foi positivo, com 49 novos postos de trabalho abertos, assim como em Taubaté, que contratou 19 profissionais.

 

“Os números em algumas cidades da nossa região são positivos por causa de um efeito sazonal. Desde o primeiro trimestre tivemos muitas obras públicas, o que gerou demanda por empregados no setor. Por isso, ainda não podemos dizer que houve recuperação do emprego na região. Só com o término dessas obras vamos ter dados condizentes com a realidade”, destaca o diretor do SindusCon-SP em São José dos Campos, Mário Cezar de Barros.

 

No estado de São Paulo

Em maio houve queda de 1,56% no emprego em relação a abril, com redução de 11,7 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 757,9 mil em abril para 746,1 mil em maio. Desconsiderando a sazonalidade, houve alta de 0,41% (3,06 mil vagas).

No período, o segmento imobiliário respondeu pelo pior desempenho (-2,04%), acompanhado por de obras de acabamento (-2,01%).

Na capital, que responde por 45% do total de empregos no setor, a queda em maio em relação ao mês anterior foi de 1,88% (-6.442 vagas). Em 12 meses, São Paulo registrou retração de 12,77%.

Entre as Regionais do SindusCon-SP, Sorocaba apresentou a maior queda (-2,91%), seguido por Bauru (-2,06%). Já Santos e Santo André registraram alta, com 1,71% e 0,47, respectivamente.

 

No Brasil

A construção civil brasileira registrou queda de -1,17% no nível de emprego em maio, em relação a abril, com o fechamento de 33,2 mil postos de trabalho. A 20ª queda consecutiva (desde outubro de 2014) levou o saldo de trabalhadores a cair para 2,7 milhões, o mesmo patamar de abril de 2010.

No acumulado do ano foram cortadas 106,1 mil vagas. Em 12 meses, o total de cortes chega a 462,3 mil trabalhadores. Desconsiderando efeitos sazonais, o número de vagas fechadas em maio foi de 37,1 mil (-1,31%).

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, atribui a queda do emprego na construção à falta de generalizada de novos contratos de obras. “Diante dos últimos números, elevamos de 250 mil para quase 500 mil a projeção de vagas a serem fechadas pela construção brasileira em 2016.”

Segundo Romeu Ferraz, “se esta projeção se confirmar, a indústria da construção terá suprimido 1,1 milhão de empregos formais no triênio 2014-2016, com todas as implicações econômicas e sociais negativas sobre o desenvolvimento do país. Mas isso ainda pode ser evitado com medidas imediatas, tais como investimentos emergenciais em infraestrutura da União, dos estados e dos municípios”.