Comunidade pede soluções contra bailes funk

Poderes legislativo de Arujá e Santa Isabel buscam através de leis, garantir o sossego. Sentimento de impunidade gera conflitos em redes sociais

Cidades Em 10/11/2017 21:21:43

Na última semana as redes sociais se transformaram num palco de debates entre os moradores de Arujá, o tema em questão: “os pancadões”, tradicionalmente realizados em vias públicas sem qualquer sinalização ou segurança. Os relatos sobre o sentimento de impunidade dos moradores conflitaram com a ironia das pessoas adeptas a este tipo de festa.

Houve comentários provocativos, alusivos que os jovens, principalmente as meninas, que frequentam estes eventos agem de modo libidinoso, com linguajar precário e libertinagem explícita e, por isso, os pais ou responsáveis estão aborrecidos.

Uma moradora do Bairro Pq. Rodrigo Barreto, que tem medo de se identificar, gravou um vídeo na madrugada de sábado para domingo, 05/11, por volta das 06h que mostra diversos jovens dançando ao som alto dos carros estacionados na rua, o que de acordo com a Lei 16.049 é crime.

Este não foi o único caso registrado na cidade. No mês passado, o vereador e líder de Governo na Câmara, Castelo Alemão (PSC), rejeitou a ideia do vereador, Rafael Laranjeira (PSB) que disse que a concha acústica seria o local ideal para esses eventos. Em resposta, Castelo Alemão afirma que “a concha acústica é um espaço familiar e não serve para tocar esse tipo de música que se auto intitula proibidão”. 

Em Santa Isabel, o assunto também foi debatido na sessão de Câmara desta terça-feira, 07. Vereadores pediram respostas da Polícia Militar, Polícia Civil e da Prefeitura sobre como é feito o combate aos pancadões na cidade.

Polícia Militar

De acordo com o Capitão da Polícia Militar de Arujá, Rodrigo Fernandes, encontros deste tipo que reúne grande número de pessoas e automóveis com som em alto volume no meio rua não são mais registrados no momento.

 

“Nós promovemos operações todo o fim de semana para evitar pancadões e agimos também com base em denúncias da população, além das rondas noturnas”, explica.