Compra de vacinas mobiliza prefeituras

A fim de garantir que a vacina contra a Covid-1 chegue a todos, cidades aderem à consórcio e já podem comprar suas próprias vacinas

Saúde Em 02/04/2021 15:37:51

Por Bruno Martins

Já aprovado nas câmaras municipais, Arujá, Igaratá e Santa Isabel agora já podem comprar suas próprias vacinas contra a Covid-19 por meio de um consórcio nacional. Na escolha entre a mais barata e a mais cara vacina distribuída no Brasil, a região terá que desembolsar entre R$345 mil ou até 20 milhões de reais, se quiser imunizar todos os seus moradores e o dinheiro para isso deve sair dos cofres da Secretaria de Saúde ou através de doações.

O preço das vacinas a serem vendidas tanto para estados e municípios quanto até para as empresas privadas ainda é um valor a ser estipulado, mas para as prefeituras podem custar entre R$18, ou até R$111,15 por dose. 

Na tabela você confere o valor por dose de cada um dos imunizantes liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil.  

Em Arujá, caso a Prefeitura queira comprar vacina para toda a população de 91.157, segundo o censo 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), terá que desembolsar R$3.283.839,76 para adquirir as vacinas da Oxford/ AstraZeneca nas duas doses. Se optar pela dose única da Janssen o investimento deverá ser de R$5.195.949,00. Mas se o município optar pela compra da vacina da Pfizer BioNTech aí o investimento é um pouco mais caro, R$20.264.201,10 já incluindo as duas doses.

No caso de Santa Isabel, cuja população atual é de 57.966, o investimento nas vacinas deverá ser de R$2.087.935,32 (AstraZeneca) ou R$3.304.062,00 (Janssen). E em Igaratá, com a população de 9.583 se comprar as duas doses da AstraZeneca, o município terá que desembolsar R$345.218,00 ou R$546.231,00 (Janssen).

O valor total a ser pago pelas prefeituras deve reduzir, uma vez que uma pequena parcela dos moradores de Arujá, Igaratá e Santa Isabel já tomaram a 1º e 2º dose das vacinas contra a Covid-19, por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI). 

Em nota, Arujá informou que o dinheiro para a compra das vacinas sairá dos cofres da Secretaria de Saúde, cujo orçamento para este ano de R$73,9 milhões: “O processo de compra ainda está em trâmite, não sabemos ainda valores nem o quantitativo que será adquirido, mas nós já encaminhamos a aprovação da Câmara à FNP”, informou a assessoria.  

O prefeito de Santa Isabel, Dr. Carlos Chinchilla não informou de onde deve sair os recursos para que a cidade adquira suas vacinas, mas disse que só depende mesmo do cronograma do consórcio: “Não existe nenhum contrato de compra ainda das vacinas, mas sabemos que o consórcio já realizou as tratativas com as empresas fornecedoras”, disse.  

Igaratá não informou sobre o seu processo de compra, nem de onde pretende retirar o dinheiro para adquirir os imunizantes. 

Objetivo do consórcio

A criação do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), liderado pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), é uma forma que os municípios encontraram de garantir que a vacina contra a Covid-19, chegue a todos o mais rápido possível. Assim que souberam da criação do consórcio Arujá e Igaratá foram as primeiras da região a aderirem, mais tarde Santa Isabel também entrou no bolão. 

Além de comprar vacinas, o Conectar tem como objetivo também garantir, aos municípios credenciados, insumos e medicamentos, através de tratativas com farmacêuticas e empresas fornecedoras, para evitar que não faltem insumos no tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus.

A FNP informa que, os recursos para compra de vacinas poderão ser disponibilizados de três formas: por meio dos municípios consorciados, de aporte de recursos federais e de eventuais doações nacionais e internacionais, como fundações, instituições e empresas. Só nesta semana, por exemplo, o consórcio já recebeu a doação de R$4 milhões de empresas nacionais cujo valor deverá ser repassado para a compra dos insumos no combate a pandemia.