“Combate ao bullying é uma prática incessante”, diz educadora

Atos cometidos de forma recorrente por alunos requer cuidados especiais de profissionais e familiares

Cidades Em 29/05/2019 15:40:02

por Assessoria de Imprensa Dom Bosco

Medo de ir à escola, angústia, depressão, dificuldade no aprendizado, danos psicológicos e físicos que podem ser irreversíveis. As consequências do bullying praticado no ambiente escolar e o desenvolvimento de atividades que possam inibir esses casos de violência são um dos principais desafios do campo pedagógico na atualidade. 

Dados recentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgados em 2018, apontam que um a cada três jovens entre 13 e 15 anos sofrem agressões físicas e verbais. De acordo com o relatório, as práticas se estendem para além do ambiente escolar, sendo cada vez mais comum a disseminação de conteúdos difamatórios na internet. 

Denominado cyberbullying, os meios digitais passaram a ser utilizados frequentemente para depreciar a imagem de pessoas, por meio da manipulação de fotos e dados pessoais. “Observamos nos últimos anos uma massificação de ataques nas redes sociais como um agravante, considerando o alcance e exposição dessas publicações. O combate ao bullying é uma prática incessante, discutida rotineiramente entre professores, alunos e pais”, explica a orientadora pedagógica da Escola SEB Dom Bosco, Ana Cristina Carreiro.

Para combater essas e outras práticas, a Escola SEB Dom Bosco incluiu a temática bullying na rotina escolar dos estudantes de maneira multidisciplinar. Ao longo do ano, professores de disciplinas como Português, Matemática, Geografia, História, entre outras, introduzem conteúdos de conscientização sobre atitudes que caracterizam situações de constrangimento e que podem desencadear situações de violência de natureza psicológica e física.

“Estimulamos uma convivência colaborativa por meio de projetos em sala de aula, orientações aos professores e palestras com pais e alunos. O foco das nossas iniciativas é que somos todos diferentes e devemos respeitar estas diferenças”, destaca Carreiro.

Ações preventivas

Além das iniciativas internas, a Escola SEB Dom Bosco também adotou o “Programa Escola Sem Bullying”, desenvolvido pela Abrace. Alunos do nível 5 da Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental contam com um livro paradidático estruturado com contextos educativos e de acordo com a faixa etária dos estudantes.

Nas paredes das salas de aula, cartazes com as quatro regras contra o bullying são destacados com as frases: “Nós não praticaremos bullying”; “Nós ajudaremos aqueles que sofrem bullying”; “Nós incluiremos aqueles que são deixados de lado”; “Se soubermos de alguém que está sofrendo bullying, nós diremos a um adulto na escola ou em casa”. 

“São frases simples e de fácil entendimento. Adotamos uma postura de encorajamento aos alunos para que essas situações não passem despercebidas”, afirma a orientadora.

Dentro do projeto, há também canais de denúncia. Na biblioteca, é disponibilizado uma urna em que o aluno pode depositar um formulário de forma sigilosa e segura relatando ocorrências de bullying. Outra alternativa é o aplicativo “Escola Sem Bullying”, ferramenta gratuita para denúncia que também pode ser utilizada pelos alunos.