Câmara de Igaratá nega Refis

Mais de mil ações de cobrança terão de ser feitas contra contribuintes

Política Em 22/06/2018 18:09:41

Os vereadores da oposição ao Prefeito de Igaratá rejeitaram, na última quarta-feira, o projeto de anistia de juros e multas da dívida ativa. Segundo o Prefeito, mais de mil processos terão de ser abertos em cobranças de impostos e taxas. Celso Palau acredita que a rejeição é devido ao fato do advogado Dr. Osmar Priante ter requerido ao legislativo uma solicitação de informações sobre a utilização dos carros da Câmara.

Durante a greve dos caminhoneiros o advogado Osmar Priante fez severas críticas aos políticos e mencionou nominalmente o deputado federal Márcio Alvino. Em consequencia, o Deputado o denunciou no Ministério Público Federal fazendo com que Osmar se determinasse a vigiar os aliados de Márcio Alvino em Igaratá.

Osmar ingressou com o requerimento na Câmara solicitando informações sobre o uso dos veículos provocando a revolta dos vereadores manifestada através da rejeição do projeto de lei que, no ano passado, foi aprovado por unanimidade: a isenção dos pagamentos de multa e juros sobre os tributos não pagos.

Desagradados com a iniciativa do Advogado que, além de amigo pessoal é aliado do prefeito Celso Palau, os vereadores do PR, Gilmar do Mercado, Moacir Prianti, Coquinho, Neirton e o presidente Juliano Leite (PP) fecharam questão e votaram contra o projeto prejudicando milhares de contribuinte inscritos na dívida ativa do município.

 - Essa rejeição ao projeto vai exigir que a Prefeitura faça milhares de ações de execução contra os contribuintes, analisa o prefeito Celso Palau considerando que essa exigência é imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal. - O projeto de lei de anistia dos juros e multa foi feito a pedido dos próprios contribuintes que, alegando dificuldades impostas pela crise econômica do país não tiveram condições de pagar os tributos no momento correto e que agora terão de pagar essa dívida, de qualquer forma, em condições muito mais desvantajosas. Palau acrescenta que os vereadores, por um capricho pessoal, penalizaram quem não tinha nada a ver com a história, prejudicando toda a população que se encontra em dificuldade de atender a seus compromissos.