Barragem não oferece risco para a cidade

Técnicos do DAEE (Departamento de Águas e Energia do Estado) acompanhados do Prof. de Hidrologia Noboru Minei, estiveram essa semana vistoriando toda a área da represa do Ribeirão das Palmeiras, em Igaratá.

Cidades Em 15/02/2019 19:58:52

Técnicos do DAEE (Departamento de Águas e Energia do Estado) acompanhados do Prof. de Hidrologia Noboru Minei, estiveram essa semana vistoriando toda a área da represa do Ribeirão das Palmeiras, em Igaratá. 

A vistoria foi feita a pedido da Prefeitura de Igaratá em busca de avaliação técnica visando dimensionar o impacto que um eventual rompimento da barragem provocaria no entorno do ribeirão das Palmeiras que percorre um trecho do município até desaguar a represa do Jaguari. Com quase um milhão de metros cúbicos de água, a barragem se insere na categoria de baixo risco, mas exige um acompanhamento permanente visando assegurar suas condições de estabilidade.

Depois de examinar todo o corpo do barramento que tem pouco mais de setenta metros, os técnicos se detiveram a avaliar o estado geral do vertedouro, trecho por onde o excesso de água é devolvido ao ribeirão que dá origem à lamina de água. Construído na forma de uma caixa de tijolos recheado de concreto, o vertedouro apesar da aparência cheia de fissuras e do descolamento de placas do revestimento foi considerado suficiente. Os técnicos avaliaram que não há risco imediato de rompimento nem no corpo da barragem, nem no próprio vertedouro. Prof. Noburu explicou que esse tipo de barragem, construída há mais de 60 anos, embora esteja em lastimável estado de conservação não corre o risco de romper da noite para o dia e que, certamente, dará sinais de iminência de colapso: - Um dia ela vai cair, com certeza, mas isso pode ser evitado.

Ele sugeriu que o secretário de obras Juarez Vasconcelos notifique o proprietário para que seja feito um rebaixamento do nível da lâmina d’água visando a recuperação do vertedouro. Entre as recomendações os técnicos sugeriram que todas as árvores que nasceram sobre o corpo da barragem sejam retiradas, explicando que o eventual apodrecimento das raízes cria canais na parte de terra facilitando o escoamento de água de forma nociva à construção.

Durante o encontro Juarez explicou que o proprietário da área onde esta a barragem apenas aguarda a notificação e as instruções para promover a recuperação do barramento e do vertedouro. – Ele é um dos maiores interessados na manutenção da qualidade do lago onde ele tem uma grande produção de peixes em tanque rede.