Banco do Brasil fecha 69 agencias no país

Deputado Roberto de Lucena cobra responsabilidade social do Banco e diz que segurança é dever do Estado

Política Em 10/11/2017 23:30:10

Na entrada da presidência do Banco do Brasil, em Brasília, o prefeito Celso Palau se animou. Uma frase fixada na entrada o encheu de esperanças: “Banco do Brasil é muito mais do que uma empresa, é feito por pessoas”.

Conduzido pelo deputado federal Roberto de Lucena (PV), o prefeito de Igaratá e a prefeita Lili Aymar, acompanhada do diretor de convênios de Araçariguama (SP) estiveram no Distrito Federal em busca de manter abertas, nas duas cidades, as agências do Banco.

Os quatro foram recebidos pela Assessora da Presidência, Rúbia Lima e pelos diretores executivos da Gerencia de Relações Institucionais, Sandro André e Fernando Conde. Diferente da sugestão exposta na frase de boas vindas, a recepção foi fria e objetiva: o Banco está fechando 69 agências em todo o país, 12 só no Estado de São Paulo e todas pelo mesmo motivo: falta de segurança.

Indignado o deputado Roberto de Lucena cobrou argumentando que a segurança é uma obrigação do governo, mas é o povo quem sai prejudicado pela falta de competência do sistema e, do próprio Banco, de proporcionar mais segurança a suas próprias agências.

Palau argumentou lembrando que a agência é o único estabelecimento bancário na cidade, que enquanto funcionou estava economicamente viável e que a Prefeitura está disposta a não só ceder espaço dentro do prédio da administração municipal como também entregar a folha de pagamentos e o crédito consignado ao Banco.

Os representantes do Banco garantiram que se receberem uma ordem superior manterão a agência aberta, mas no nível de suas decisões, de natureza puramente técnica, não recomendariam essa atitude.

O Deputado Roberto de Lucena não se deu por vencido, garantiu que vai buscar por todos os meios reverter essa decisão e ressaltou que o Governo busca apoio em suas questões junto à sua base na Câmara, mas na hora de um simples pedido de manutenção de uma agência bancária aberta, desconhece simplesmente as reivindicações: - Temos muitas votações ainda em curso, numa delas teremos oportunidade de voltar a essa questão, garantiu ele dizendo que não vai abandonar a causa.

Na próxima semana Palau deve retornar à Brasília em busca de solução para o mesmo problema e vai, no mesmo endereço de quinta-feira passada, avaliar se o “banco é feito realmente de pessoas”.