Atentado em Orlando: 50 mortos no pior massacre nos EUA desde o 11 de setembro

O atirador, que morreu em um confronto com a polícia, invadiu um clube gay com uma arma de assalto em Orlando, Flórida

Segurança Pública Em 14/06/2016 21:24:02

Por El País

Os Estados Unidos viveram neste domingo, em Orlando (Flórida), um de seus capítulos mais sombrios. Um homem de 29 anos abriu fogo em uma casa noturna popular entre a comunidade gay, matando pelo menos 50 pessoas e ferindo 53. Foi o pior atentado a tiros múltiplo da história. Os primeiros indícios apontam para um único atirador, que foi baleado pela polícia. O atirador, identificado como Omar Siddique Mateen, era cidadão norte-americano de pais afegãos. O presidente Barack Obama descreveu o massacre como “ato de terrorismo e ódio”.

Fontes da investigação citadas por vários meios de comunicação dos Estados Unidos apontam que o atirador teria telefonado para o número 911 pouco antes do massacre para declarar sua lealdade ao Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês). Horas depois do ataque, o grupo assumiu a autoria do mesmo em um boletim emitido pela agência de notícias Amaq. Os investigadores apontaram que, neste momento, não há nenhum indício de que a organização terrorista tenha treinado ou dirigido o atirador.

 

O pai do atacante, Mir Siddique, disse à NBC que não acredita que o ataque feito pelo filho se deva a razões religiosas, mas a motivos homofóbicos. “Não tem nada a ver com religião”, disse Siddique, que afirmou que o filho ficou furioso há dois meses quando, durante uma visita a Miami, viu dois homens se beijando.

 

O massacre no clube Pulse, numa avenida grande e tranquila perto do centro dessa cidade turística, volta a colocar os EUA diante do pânico do jihadismo e da violência armada. E influenciará a eleição presidencial de novembro e os sete meses restantes do mandato de Barack Obama.

 

Caso se confirme a motivação jihadista, seria o pior ataque desde os atentados de 11 de setembro de 2001, quando cerca de 3.000 pessoas morreram. O massacre acontece seis meses depois que um casal de simpatizantes do islamismo radical matou 14 pessoas em San Bernardino (Califórnia). Ambos se declararam seguidores do ISIS, que incentiva ataques individuais.