Área da cultura vira estacionamento exclusivo

“Se o terreno é público, não deveria qualquer cidadão ter acesso para estacionar?”, questiona internauta pelo WhatsApp do Jornal Ouvidor

Cidades Em 24/01/2020 22:41:29

Por Érica Alcântara

Uma área privilegiada pela localização, no coração de Arujá, entre as ruas Prudente de Moraes e Antônio da Natividade Coutinho é motivo de indignação para alguns cidadãos arujaenses.

Ocorre que o terreno é público, comprado pela Prefeitura Municipal em dezembro de 2013 pelo valor de R$1.934.000,00 e, na ocasião da aquisição, visava a construção de um Centro Cultural.

“Hoje este terreno é utilizado como estacionamento exclusivo de funcionários da prefeitura, mas como um imóvel que é público, comprado para uma finalidade nunca realizada, só serve a alguns e não é de acesso livre a qualquer contribuinte? Seria isso justo com todos os demais que pagam a Zona Azul?”, questiona a pessoa que enviou esta reclamação para o WhatsApp do Jornal Ouvidor (11) 98904-6228.

A Prefeitura de Arujá informou que o espaço é utilizado para abrigar barracas e espaços de lazer como parques infantis em festividades como o aniversário de Arujá. “É também utilizado pelos servidores municipais como estacionamento, considerando que o local não está em obras, no momento”, afirma em nota.

Questionada sobre qual lei a municipalidade se baseia para guinchar e multar quem desobedecer a proibição do estacionamento no local, o Departamento Municipal de Trânsito explica que um terreno de propriedade de um ente público, não necessariamente significa que a área seja de acesso público. “Tal qual ocorre com diversas áreas municipais, estaduais e até federais, cuja entrada é restrita caso haja uso irregular ou invasão,  a Prefeitura pode aplicar sanção”, diz o Setor.

A Prefeitura salienta que o sistema de Zona Azul garante a rotatividade de veículos na região central, “principalmente em benefício ao comércio”, finaliza.