Amazona isabelense se destaca em rodeio

“Se enfrentei preconceito por ser mulher? Muita. Mas nada disso define quem eu sou, o meu trabalho se define nas rédeas que eu seguro de minha própria vida”

Esportes Perfil Em 15/07/2016 19:11:48

Reportagem Érica Alcântara 

 

“Sabe quando você ama tanto fazer uma coisa, que precisa daquilo, tanto quanto precisa respirar? Eu amo tanto a minha profissão que às vezes fica difícil definir quando estou trabalhando e quando estou me divertindo”, diz Silmara Castro, 27, treinadora e amazona isabelense, que ficou em segundo lugar na prova do tambor do 24º Rodeio de Santa Isabel.

Silmara não possui patrocinadores, seu desempenho acima da média, se deve ao foco no trabalho e na garra para ultrapassar limites. “É um esporte caro, entre cuidados com o cavalo e tempo de treinamento investe-se no mês cerca de R$1.500 por cavalo”, conta.

Mesmo assim, entre outras 42 jovens, algumas já reconhecidas e consagradas em eventos nacionais como o Festa do Peão de Barretos, Silmara se destacou e na sexta-feira fechou a noite em primeiro lugar com o menor tempo da competição. “Acho que comecei a treinar aos seis anos, quando ganhei meu primeiro cavalo, desde então não me imagino fazendo outra coisa”, diz.

Entre os diversos cursos de capacitação que fez, Silmara diz que os realizados com o norte americano Les Vogt sobre rédeas e com Marcos Monzinho especialista em três tambores são diferenciais em sua carreira.

No Rodeio isabelense, cada amazona recebeu um único troféu, mesmo quem competiu com mais de um cavalo. Se a competição premiasse o tempo desenvolvido por cada uma das duas éguas que Silmara cavalgou na disputa, a isabelense teria arrematado o 2º e o 3º lugar do Rodeio. Sobre o olhar admirado da irmã Simone Castro, no final da competição Silmara recebeu o troféu de destaque no 24º Rodeio de Santa Isabel ao lado das sobrinhas Taina e Eduarda Castro Coutinho.