Alerta para nível da Represa Jaguari

Representante do Comitê das Bacias do Paraíba do Sul alerta que a situação é preocupante e pode ocorrer racionamento de água na capital paulista novamente

Cidades Em 28/09/2018 22:30:48

A represa do Jaguari está perdendo 6 m3/segundo, considerando o volume que hoje entra para o reservatório e o volume que verte para São Paulo e Rio de Janeiro. Esse quadro pode levar, em janeiro de 2019 o nível para o mesmo de janeiro de 2015, quando a intensa falta de água afetou a vida de milhões de pessoas na região e em São Paulo.

Segundo o Boletim Diário de Monitoramento da Bacia do Rio Paraíba do Sul do dia 24/09/18, a represa recebe dos rios e córregos da própria bacia em torno de 11m3/s, mas libera para o Rio de Janeiro, no rio Paraíba do Sul 10m3/s e para a região metropolitana de São Paulo, mais 7,17m3/s.

Os estudos que deram origem à permissão para interligação do Jaguari com o Atibainha estabelecem que o nível da represa, medido em prumo, deve se estabilizar em 603,2m (altitude em relação ao nível do mar) sem prejudicar os níveis de operação do reservatório, contudo a manutenção dos atuais volumes de transposição rapidamente vai deixar inviável a utilização da água da represa do Jaguari para o abastecimento do sistema Cantareira. Em outras palavras a SABESP que opera a transposição das águas já levou 13 metros (medida a prumo), de água do reservatório, restando apenas sete e nada mais.

Para o agrônomo Juarez Vasconcelos, representante da região na Câmara Técnica do Comitê das Bacias do Paraíba do Sul, a situação tende a se agravar pois o quadro apresentado no boletim da ANA (Agencia Nacional de Águas) indica que o esvaziamento da represa do Jaguari está em uma curva descendente, “vertiginosa e se houver escassez de chuvas nas cabeceiras do  sistema Cantareira/ Jaguari haverá grande racionamento de água na região metropolitana de São Paulo, nos moldes de 2014/15”.  - A questão da perda de água no sistema de distribuição e a construção de novos reservatórios terão de entrar na pauta do próximo governo, sob o risco de enfrentarmos este problema repetidamente nos anos que virão, conclui Juarez.