A “CRISE” NA SAÚDE

Colunas & Opiniões Em 19/09/2014 11:06:14

Quem leu os jornais locais da última semana certamente acreditará que a cidade de Santa Isabel vive uma situação de “mar de lama” e em estado de calamidade na área da saúde. O nosso querido “O Ouvidor” repetiu os queixumes de sempre, com a cantilena de que a Santa Casa pode entrar em colapso se a remuneração que é paga pela prefeitura não for reajustada. 

Ora!, é obvio que, com o aumento dos custos de materiais, de mão de obra, é necessária a aplicação do princípio administrativo do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Se não houver reajuste, a entidade não poderá arcar com seus custos e os dirigentes serão forçados a tomar uma atitude, até mesmo na defesa dos interesses da instituição, sob pena de responsabilidade. É simples, assim. 

Outro jornal falou sobre a situação precária dos serviços de ambulância. Sabe-se que está faltando pessoal qualificado e até mesmo manutenção neste que é um serviço auxiliar fundamental na área da saúde. Pela lei, o município deve manter uma ambulância durante vinte e quatro horas ao lado do prédio da UPA – cuja administração mantém, inclusive, acomodações para os motoristas e auxiliares. É só cumprir! Por último, outro jornal destaca em manchete que foi discutido em reunião “desfalque na saúde”. Qualquer leitor desavisado logo imaginará que houve surrupio de dinheiro, ou de valores. Mas depois a matéria informa que o desfalque é de atendimento....

O mesmo jornal traz também entrevista do Diretor Clínico da Santa Casa, em que este dá a entender que o serviço médico local perdeu qualidade, que faltam profissionais especializados e que os médicos irão procurar plantões em outros locais “que paguem mais e não tenham risco profissional porque hoje você é processado por qualquer coisa”. Ocorre que em qualquer lugar haverá riscos, e processos existem porque há erros e a população está consciente de seus direitos.O que os médicos brasileiros devem entender é que agora os pacientes exigem – porque é direito destes – um atendimento respeitoso, dentro dos princípios da humanização da saúde. Aliás, falando em médicos, onde estão aquelas simpáticas figuras que prometeram ajudar o então candidato Padre Gabriel?

E o mais sério é que o próprio Secretário da Saúde de Santa Isabel admite que o aumento de casos enviados ao hospital da Santa Casa e ao pronto-socorro ocorre devido à insuficiência de atendimento preventivo na rede de saúde do município. E anuncia que está prevista reforma das unidades de saúde, que custarão quase oitocentos mil reais!

Creio que está na hora de o prefeito Padre Gabriel ouvir a coletividade.