A Cidade que parou no tempo

por Luis Carlos Corrêa Leite

Cidades Colunas & Opiniões Crônicas Em 15/02/2019 22:32:29

Este começo de ano promete agitar Santa Isabel com o início do processo de cassação da prefeita Fábia Porto pela Câmara dos Vereadores, que dificilmente terminará em decisão condenatória. E também já é possível detectar movimentos com visíveis objetivos eleitorais.

Enquanto isso o tempo vai passando, com o mandato da prefeita caminhando para o terceiro ano sem nenhum objetivo relevante. Não se cuidou da prometida reforma administrativa, não se conseguiu nenhuma obra relevante junto aos governos federal ou estadual, e assim a cidade segue parada. O que significa ficar para trás, pois todas as cidades da região estão experimentando surtos de progresso.

Veja-se a vizinha Arujá, cada vez mais forte economicamente, ou Guararema, sempre brilhando com promoções inteligentes, um esmerado capricho na organização da cidade, e um parque industrial relevante. Em Jacareí, aguarda-se agora uma loja da cadeia Havan, além da instalação de novas industrias, o que demonstra a sua pujança econômica.

Santa Isabel já foi sede de um município que abrangia as hoje cidades de Arujá e Igaratá. Já foi sede de Comarca, também com jurisdição sobre as mesmas cidades. Hoje a Comarca de Santa Isabel tem classificação inferior à de Arujá. E não se duvide que, com a crescente informatização da justiça e criação de varas especializadas, o Fórum de Santa Isabel seja parcialmente transferido para Arujá ou Guarulhos.

Devemos compreender que a cidade parou de crescer por problemas ambientais – afinal, mais de oitenta por cento da área do município é de proteção de mananciais. Mas é preciso buscar um outro caminho, com incentivo a atividades econômicas compatíveis com a vocação da região. E com a efetiva participação da coletividade, principalmente da juventude. A cidade não pode ficar apenas esperando que a administração pública resolva todos os problemas.

A verdadeira cidadania assim o exige.

 

LUIS CARLOS CORRÊA LEITE