77% dos atendimentos da UPA ainda são de Atenção Básica

Números que o Ouvidor teve acesso, indicam que 77% dos atendimentos da UPA de Santa Isabel são de atenção básica, quando a prioridade da unidade deveriam ser apenas os casos de emergência e muita urgência

Saúde Em 04/05/2018 20:50:35

Por Bruno Martins

Ainda não foi alcançada a promessa de solução para acabar com o atendimento de atenção básica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Isabel, feito pela Sociedade Beneficente Caminho de Damasco, responsável pela administração dos postos de saúde do município. Dos 28.175 atendimentos realizados na UPA, de janeiro a abril deste ano, 21.743 poderiam ter sido feitos nos postos de saúde, pois são considerados como pouca e nenhuma urgência. 

Ao assumir os postos de Saúde de Santa Isabel no início deste ano, representantes da UPA e Caminho de Damasco fizeram uma reunião para traçar metas e soluções a fim de diminuir o alto número de atendimentos de atenção básica prestados pela Unidade de Pronto Atendimento. Dois meses depois desta reunião nada mudou, a UPA continua com mais de 77% de seus serviços prestados a casos considerados de pouca ou nenhuma urgência. 

Os números obtidos com exclusividade pelo Jornal Ouvidor dos atendimentos feitos na UPA no primeiro trimestre deste ano não batem com os apresentados pela secretaria de Saúde e indicam uma discrepância de mais de 20 mil atendimentos. A Secretaria informa que a UPA realizou de janeiro a abril 26.686 atendimentos, “deste total apenas 773 foram de atenção básica”, garante. Porém os números obtidos pela reportagem indicam que no mesmo período a UPA realizou um total de 28.175 atendimentos, sendo 21.743 de atenção básica.

A Secretaria de Saúde afirma a Caminho de Damasco auxiliou o município na ampliação da atenção básica, ofertando um número maior de consultas agendadas nos postos.

A secretaria destaca que as ações da saúde devem ser trabalhadas em rede e, por isso: “A UPA ao detectar retornos sucessivos do usuário à porta de Urgência e Emergência ou a procura indevida do serviço, deve realizar um trabalho de conscientização do usuário para que ele retorne ao seu posto de saúde de referência”, finaliza a nota. 

Até o fechamento desta edição a direção da UPA não retornou os questionamentos feitos pela reportagem.