100 dias de governo por Abel Larini

Em reunião com a imprensa e o legislativo, seguida de uma entrevista exclusiva para o Jornal O Ouvidor, o prefeito de Arujá, Abel Larini avalia as conquistas que obteve nos últimos 100 dias de governo. Entrevista completa em vídeo, veja no site do jornal: www.jornalouvidor.com.br

Política Cidades Em 20/04/2013 10:21:03

Repórter: Érica Alcântara e Roberto Drumond

 

Na segunda-feira, dia 15, em reunião com a imprensa, os secretários e alguns vereadores na secretaria de Cultura, o prefeito de Arujá, Abel Larini, apresentou um balanço de suas conquistas como chefe executivo, com destaque para os investimentos públicos dos últimos 100 dias. Abel citou as melhorias que implementou nos diversos setores, deixando após uma hora de discurso, que os secretários respondessem e detalhassem as mudanças e inovações de cada departamento.

Já na quarta-feira, em seu gabinete, Abel Larini concedeu uma entrevista exclusiva a Roberto Drumond e a Érica Alcântara, este encontro está registrado em vídeo que poderá ser acessado no site www.jornalouvidor.com.br

 

Jornal Ouvidor: Abel Larini, em seu quarto mandato, qual a sua maior conquista?

Abel Larini: Este é na verdade o quinto e não o quarto mandato, assumi quando Toninho renunciou para ser candidato em Itaquaquecetuba, depois tivemos a felicidade de ganhar por quatro vezes. Para mim nós vivemos hoje o melhor momento de Arujá. Fiz um investimento grande para isto: dobrei o orçamento do município; colocamos a estação de tratamento de esgoto na cidade que é de primeiro mundo, obviamente com convênio com a Sabesp; temos 100% do corredor de ônibus é asfaltado; e somos campeões em regularização fundiária. 

Hoje temos cadastrados 39 loteamentos no Programa Cidade Legal, mas já regularizamos 19. Somos hoje exemplo para o país, somente no Barreto, foram 25.000 famílias beneficiadas.

Em Santa Isabel, por exemplo, hoje há 18 loteamentos irregulares, quantos foram beneficiados pelo programa? Um, somando 78 famílias beneficiadas.  Em Salesópolis são 60 loteamentos irregulares, Suzano 66, Itaquaquecetuba são 183, mas este é um assunto importante, porque o cidadão quer o registro do imóvel dele. Agora em meus 100 dias de governo, estamos entregando para serem legalizados 1.438 lotes no Mirante. 

Temos um rapaz aqui que chorou de emoção, pois esperou 35 anos para pegar a escritura dele. 

J.O.: O senhor esperou quanto tempo para pegar a sua escritura?

Abel Larini: A minha, uma delas, está localizada em loteamento central e esperei uns 10 anos. Mas eu ainda tenho um terreno em loteamento que ainda não tem documentação, no Barbosa atrás do Clube União. Considerada desde 1852 como terra indígena, mas ali que eu saiba nunca morou índio, mesmo assim nós não temos documentação. É uma área nobre da cidade e também está inserida neste Programa Cidade Legal. Se não estiver no programa, e não cobrar os técnicos da secretaria Estadual de Habitação não há resultado.

Para legalizarmos o Barreto compramos uma área de 661 alqueires em Santa Isabel  que é a mesma bacia hidrográfica, assim doamos 431 alqueires para legalizar o Barreto numa compensação ambiental.

J.O.: Qual a maior conquista destes 100 dias de governo?

Abel Larini: São tantas, uma delas se realiza hoje, com as melhorias que serão realizadas na SP 56. Quantas vidas não se perderam na estrada de Arujá, Santa Isabel e Igaratá? Graças ao Governador Geraldo Alckmin e ao Deputado Estadual André do Prado conseguimos esta vitória. Mas para entender porque fui eleito pela quarta vez, basta olhar a saúde. 

J.O.: Como está a saúde em Arujá? Quantos médicos tem a disposição da população no Pronto Atendimento?

Abel Larini: Se meu telefone não toca mais é por que a coisa melhorou, olha na minha tela, (sobre a mesa do Prefeito, em uma tela com imagens de diversos setores públicos) pelas câmeras de segurança você vê no Parque Rodrigo Barreto quase não tem ninguém, na maternidade apenas duas pessoas esperando, Pronto Atendimento há poucas lá atendemos 300 pessoas por dia.

Arujá não tinha Maternidade Pública, podemos dizer que o índice de mortalidade infantil em nosso município é menor que do Estado porque agora temos uma maternidade. Antes os filhos não eram arujaenses, eram isabelenses, itaquaense, ferragense, suzanense.

J.O.: E o time do emprego? Quando Arujá começará a trabalhar neste projeto do governo estadual que inclusive já capacitou funcionários da prefeitura no ano passado?

Abel Larini: Qual cidade tem o Senai na região? Esse ano serão 800 alunos qualificados formando, hoje temos 263 estudantes lá. Não adianta trazer empresa para a cidade se não qualificar o pessoal, por isso temos a melhor renda per capita da região.

Se o funcionário esta capacitado para trabalhar em uma grande empresa daqui, ele fica no município e sua renda permanece em Arujá. Mas podemos dizer que 100 dias é apenas uma amostra do que ainda vamos fazer.

J.O.: No campo social um dos maiores exemplos de Aruja é a existência da Cora (Cooperativa de Reciclagem de Arujá), quando o novo galpão da entidade será utilizado?

Abel Larini: Agora! São 600 metros de galpão. Não foi inaugurado ainda porque existe uma demanda anterior, precisa de aprovação de bombeiro e é verba do governo Federal, não depende de mim. Quando se faz com recursos próprios é mais rápido, mas com convênio não é assim.

Mas meu salto na área social é a renda mínima. 2% da receita líquida do município eu aplico neste projeto, ao todo 1.011 famílias são beneficiadas por este projeto, e recebem de R$300 à R$600 por mês. Os participantes permanecem neste programa por dois anos, já estamos formando até aeromoças neste projeto! 

Entre outras ações são a implantação do Programa Pro-Jovem Trabalhador Juventude Cidadã, que oferece cursos de Administração e Beleza Estética para 500 pessoas. 

J.O.: E o que ocorre com a Creche do Limoeiro? 

Abel Larini: Um prefeito que não se preocupa com a educação infantil não pode ser prefeito. Já fiz seis creches no primeiro mandato e vou entregar mais oito. A Creche do Limoeiro é do governo estadual, nós mandamos uma planta, com terreno bom, mas eles não aceitaram, então tivemos que trocar o terreno. O prefeito anterior não fez nenhuma creche, isso me arrebentou, as crianças não param de nascer!

Além disso, estamos com problema de reforma nas creches antigas e a secretaria é nova.

J.O.: Inclusive os pais reclamam da infraestrutura da Creche Marcia Poli. O que acontece com esta unidade escolar?

Abel Larini: Entreguei essa creche em 8 de junho de 1997, mas ela esta passando por uma reforma agora e eu ainda vou entregar estas creches novas, o Ministério Público esta em cima de nós por causa de vagas em creches.

J.O.: E a Colepav Ambiental que presta serviços para a educação?

Abel Larini: Ela não é contratada para a educação, a Colepav é responsável por apenas roçar o mato, corta a grama da cidade toda mas eu acabo levando ela para as escolas, é claro! Mas estou abrindo licitação para a conservação das 40 escolas, não sei se vou conseguir fazer todas, pois ainda não sei quanto custará isso. 

J.O.: Então o contrato da Colepav não é específico para a educação?

Abel Larini: Nem pense nisso, mas é claro que tem um pouco de verba da educação, porque quem limpou as escolas até agora, praticamente foram eles. É assim porque não posso estourar o limite com pessoal se não minha conta é reprovada, então terceirizamos este serviço.  Nosso país carece de gestores públicos.

J.O.: Por isso o senhor trocou a maior parte dos secretários?

Abel Larini: Não. Os secretários que vão para a empresa privada ganham muito mais, alguns estavam cansados, ser um homem público não é fácil, somos fiscalizados a todo o momento.

Para ser político não pode falar mentira, não se deve falar mal dos outros, mostrar o que você fez, ter discurso firme e forte. Não vote em mim se eu estiver mentindo, são poucos políticos no Brasil que podem fazer isso.

J.O.: Estar à margem da Rodovia Presidente Dutra é uma das características peculiares de Arujá, o que gera insegurança. Como se encontra a segurança pública do município?

Abel Larini: Na segunda-feira estivemos com Fernando Grella, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, para ser um dos primeiros municípios a assinar a atividade delegada. Que é oficializar o bico da polícia militar. Desde o dia 18 de fevereiro do ano passado através de ofício com Lei Aprovada e tudo mais, solicitei este benefício para Arujá, agora depende do Secretário autorizar.

Nós vamos pagar estes pró-labores, eles trabalharão na rua fardados e com carro, conforme disponibilização de verba vou colocar o que for necessário para o município. O policial vai receber o equiparado aos outros municípios, assim teremos, por exemplo, dez praças a mais por dia na cidade, trabalhando 8h.

J.O.: Para finalizar, gostaria de dar uma mensagem? 

Abel Larini: Já foram muitas as conquistas, agora nestes 100 dias a Comarca é a maior delas, a segunda é a de hoje, em que juntos com André do Prado comemoramos as melhorias na ligação de Arujá até a Rodovia Dom Pedro I. 

Ainda temos a duplicação da Mogi - Dutra até Arujá e a duplicação de Arujá até Itaquaquecetuba. Bem como a duplicação da Mário Covas, o rodoanel que o Governador lançou aqui dia 13 de março. Enfim, sou muito feliz por tudo isso.

Também quero registrar agradecimento ao Jornal O Ouvidor. Sou fã do O Ouvidor, um jornal diferenciado e de respeito na região.